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olharevora

Um olhar crítico/construtivo sobre a cidade de Évora

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Um olhar crítico/construtivo sobre a cidade de Évora

Distritos de Beja e Évora são os mais afectados por corte de freguesias no Alentejo

08.11.12 | barak

O Alentejo vai ficar, no mínimo, com menos 67 freguesias, segundo a proposta da Unidade Técnica para a Reorganização Administrativa do Território (UTRAT), que afecta, sobretudo, os distritos de Beja e Évora.

O conjunto dos 47 concelhos da região, englobando os distritos de Beja, Évora e Portalegre e os quatro concelhos alentejanos integrado no distrito de Setúbal, engloba, actualmente, 301 freguesias.

Este número passa para 234, com a região a perder 67 freguesias, de acordo com a ‘Proposta Concreta de Reorganização Administrativa do Território’ da UTRAT, consultada hoje pela agência Lusa e já entregue na Assembleia da República.

O documento indica que os distritos de Beja, com um corte de 25 freguesias, e de Évora, com menos 23 freguesias, são os mais afectados na região alentejana.

No caso do distrito de Beja, que tem 14 concelhos, a UTRAT propõe que as actuais 100 freguesias passem para 75.

Beja (seis), Odemira (quatro) e Moura (três) são os concelhos que perdem mais freguesias, mas há outros municípios atingidos: Almodôvar, Ferreira do Alentejo, Mértola, Ourique e Serpa perdem, cada um, duas freguesias, enquanto Castro Verde e Almodôvar ficam com menos uma.

A UTRAT propõe a manutenção da actual organização administrativa em Alvito, Barrancos, Cuba e Vidigueira, que «escapam» à reforma por terem quatro ou menos freguesias.

O concelho da capital de distrito, Beja, passa de 18 para 12 freguesias, mantendo seis e agregando as restantes 12 em seis uniões de freguesias.

Quanto a Odemira, o concelho mais extenso do país e o segundo com mais freguesias do distrito de Beja, passa de 17 para 13, mantendo oito e agregando as restantes nove em cinco freguesias.

No que toca ao distrito de Évora, que tem igualmente 14 concelhos, as 91 freguesias são «cortadas» para apenas 68.

A proposta da UTRAT prevê as maiores alterações nos concelhos de Évora (menos sete), Estremoz (menos quatro) e Montemor-o-Novo (menos três).

Também perdem freguesias os municípios de Alandroal, Reguengos de Monsaraz, Arraiolos, Vila Viçosa e Portel, não havendo lugar a alterações em Redondo, Mora, Mourão, Vendas Novas e Viana do Alentejo.

A sede de distrito, Évora, segundo as propostas da UTRAT, passa de um total de 19 para 12 freguesias, sendo sugerida a criação de seis uniões de freguesias.

Já o conjunto dos 15 concelhos do distrito de Portalegre, com 86 freguesias, vai perder, no mínimo, 13, uma vez que o “mapa” relativo a um dos municípios, o de Elvas, ainda não é disponibilizado pela UTRAT.

Portalegre e Nisa são os que perdem mais freguesias, três cada, sofrendo ainda alterações Avis, Crato e Ponte de Sor, duas em cada um deles, e Gavião (uma).

O concelho da sede de distrito perde três das actuais 10 freguesias, uma das quais freguesia urbana.

Alter do Chão, Arronches, Campo Maior, Castelo de Vide, Fronteira, Marvão, Monforte e Sousel não são abrangidos pela reorganização administrativa.

Quanto aos quatro concelhos alentejanos do distrito de Setúbal, onde existem 24 freguesias, passam a contar com 18, ficando com menos seis.

Sines é o único concelho sem alterações. Já Santiago do Cacém é o que perde mais freguesias (três, passa de 11 para oito), seguindo-se Alcácer do Sal (menos duas) e Grândola (menos uma).

Lusa/SOL