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olharevora

Um olhar crítico/construtivo sobre a cidade de Évora

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Universidade de Évora vai concentrar recursos "no que é fundamental" caso avancem cortes previstos

06.11.12 | barak

Lusa06 Nov, 2012, 08:18

A Universidade de Évora vai ter de concentrar recursos "no que é fundamental", sem permitir "laxismos", caso avancem os cortes financeiros para o Ensino Superior previstos no Orçamento do Estado para 2013 (OE2013), garantiu hoje o reitor.

 

"A margem é estreita e a conjuntura financeira difícil, exigindo a concentração de recursos no que é fundamental e não consentindo laxismos" nem "devaneios passados", afiançou Carlos Braumann.

O reitor da Universidade de Évora (UÉvora) revelou à agência Lusa que, caso o OE2013 não seja alterado na especialidade, a academia vai receber cerca de "menos 11%" de dotação orçamental, o que equivale a uma diminuição de "quase três milhões de euros".

"Vamos ver qual será o orçamento final para as universidades, nomeadamente para a de Évora. Esperamos que os cortes, que rondam uma média de 10% em termos nacionais, não se concretizem porque, senão, tornariam inviável o funcionamento de todas as universidades", alertou.

O reitor já tinha expressado a sua preocupação, na quinta-feira, quanto à diminuição da dotação para as instituições de Ensino Superior previstas no OE2013.

Na cerimónia do Dia da Universidade, Carlos Braumann alertou para as "consequências catastróficas" desse decréscimo e, no caso concreto da academia alentejana, deixou o aviso de que, "depois de cortes sucessivos, já não há margem de manobra para acomodar cortes adicionais".

O reitor aludiu ainda a outro problema enfrentado pela universidade, que é a capacidade de angariar receitas próprias, que tem vindo a ser afetada pela crise.

"Conseguimos que a nossa taxa de financiamento por recursos próprios seja já da ordem dos 40%. Só que, com a erosão do tecido económico do país devido à crise, há a tendência para a redução de receitas próprias", explicou.

No que toca a recursos humanos, disse, a UÉvora está "a trabalhar com os mínimos das possibilidades" porque, nos anos anteriores, "houve reduções substanciais do número de docentes convidados".

A oferta formativa também já não pode sofrer alterações, porque os cursos "estão em funcionamento, os estudantes chegaram e as contratações de pessoal foram feitas".

"O que fizemos foi não abrir uma ou outra oferta formativa que tivesse um número reduzido de alunos e em que houvesse necessidade de recurso abundante a docentes convidados", afirmou.

Quanto às propinas, a academia também não tem margem para compensar cortes financeiros. A propina máxima só foi "atualizada pelo Índice de Preços do Consumidor", mas já é aplicada e ronda os 1.037 euros, disse.

Não obstante a "conjuntura orçamental altamente desfavorável", Braumann salientou os esforços que, desde que tomou posse, têm sido feitos para inverter "a difícil situação" em que se encontrava a academia.

A UÉvora "desenvolveu um conjunto de políticas e medidas que lhe permitiram, apesar das severas restrições orçamentais, inverter a perigosa situação em que se encontrava há poucos anos e registar já progressos consideráveis", frisou.