Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

olharevora

Um olhar crítico/construtivo sobre a cidade de Évora

olharevora

Um olhar crítico/construtivo sobre a cidade de Évora

Cavaco recebido em Évora por manifestação

21.09.12 | barak

O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, foi recebido nesta sexta-feira em Évora por uma ruidosa manifestação de cerca de 300 pessoas, concentradas perto das novas fábricas da construtora aeronáutica brasileira Embraer.

Concentrados a poucas centenas de metros das unidades fabris, onde é visível um forte aparato policial, os manifestantes ostentam faixas, cartazes e bandeiras negras, gritando palavras de ordem, como «Cavaco escuta, o povo está em luta», como conta a agência Lusa.

«FMI não manda aqui», «É preciso, é urgente, uma política diferente» e «Cavaco, Passos e Portas é tudo a mesma tropa» foram outras das frases entoadas pelos manifestantes.

O Chefe de Estado inaugura nesta manhã as fábricas da Embraer, numa deslocação à cidade alentejana poucas horas antes de, às 17:00, já em Lisboa, presidir à reunião do Conselho de Estado. 

Cavaco Silva está a efetuar uma visita restrita às instalações das duas fábricas, sem o acompanhamento de jornalistas.

A concentração desta manhã em Évora foi convocada pela União dos Sindicatos do Distrito de Évora (USDE), afecta à central sindical CGTP.

Ana Cruz, uma das manifestantes, disse à agência Lusa ter participado na concentração para protestar contra as medidas do governo.

«Estou aqui também porque o Presidente da República é cúmplice deste governo», disse não deixando de lamentar que Cavaco Silva «não vete as medidas deste governo e promulgue todas as leis contra os trabalhadores».

«Se é Presidente de todos os portugueses como diz, por que é que não veio falar com o povo? Gostava de lhe dizer para olhar para o povo e para acabar com as políticas vergonhosas do governo», afirmou Ana Cruz.

O coordenador da USDE, Valter Lóios, explicou à Lusa que o protesto é contra a «atual política que destrói o país».

Os participantes, sublinhou Lóios, quiseram aproveitar a presença de Cavaco Silva para exigir «um política alternativa, que ponha fim ao roubo que estão a fazer aos trabalhadores, nomeadamente nos salários e nos direitos».