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olharevora

Um olhar crítico/construtivo sobre a cidade de Évora

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Évora: “Aqui há baile” para promover e salvaguardar “património tocado e dançado português”

29.09.11 | barak
As danças de raiz tradicional, sobretudo as do Alentejo, vão estar em destaque, em Évora, de hoje a sábado, durante a iniciativa “Aqui há baile”, para divulgar e salvaguardar o “património tocado e dançado português”.
A iniciativa pretende “recuperar os bailes que antigamente existiam e que se realizavam com muita frequência em todo o lado, com partilha e diversão entre os músicos e o público”, explicou hoje à agência Lusa Mercedes Prieto, diretora artística do “Aqui há baile”.
Promovido pela PédeXumbo – Associação para a Promoção da Música e da Dança, de Évora, o evento integra oficinas de danças, espetáculos de dança, bailes, encontros de tocadores e bailadores e uma ação de formação em dança.
Do programa do “Aqui há baile”, destaque para o espetáculo “Lengas-Lengas Dançadas”, pelo Grupo Coral Feminino de Viana do Alentejo (Évora), e para uma demonstração do varapau, orientado pelo Rancho Folclórico do Cano, de Sousel (Portalegre).
Além das saias, contradanças, mazurcas e fandangos, o evento prevê também a exibição de danças tradicionais da Galiza (Espanha), com o espetáculo “Tradicción”, pela companhia Nova Galega De Dança, marcado para sexta-feira, às 21:30, no Teatro Garcia de Resende.
Não queremos que a técnica da dança tradicional seja vista apenas como um recurso dos ranchos folclóricos, que dançam para o público, mas que seja uma forma de as pessoas se relacionarem e conviverem entre si”, defendeu a diretora artística do festival.
Mercedes Prieto considerou que, atualmente, “a forma de dançar está um pouco deteriorada”, fruto das alterações sociais, e que o público de hoje em dia não dança, porque “os músicos sobem ao palco, colocam o volume muito alto e as pessoas ficam a olhar”.
É isto que queremos que deixe de acontecer”, sublinhou.
O “Aqui há baile” começou em 2004, com a primeira edição a decorrer em Nisa, seguiu-se Miranda do Douro (2005) e Grândola (2007).