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olharevora

Um olhar crítico/construtivo sobre a cidade de Évora

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Um olhar crítico/construtivo sobre a cidade de Évora

Toda a verdade sobre as perigosas laranjas

25.06.11 | barak

O filme:

http://www.youtube.com/watch?v=WIkaHRFA5V4&feature=share

No Facebook:

Chamem a polícia

por Eduardo Luciano a Sexta-feira, 24 de Junho de 2011 às 16:30

Andavam uns perigosos e subversivos cidadãos a espalhar laranjas de cartolina com frases terrivelmente ofensivas como "a cultura gera riqueza", em plena Feira de S. João, quando a "gerência" da Câmara Municipal mandou a polícia interpelar e identificar os "terroristas" de serviço.

Eu explico melhor. As laranjas com as tais frases "ofensivas" estavam a ser colocadas nas árvores da Horta das Lanjeiras onde funcionam as tasquinhas das Associações do concelho.

A coisa meteu polícia e a identificação de alguns dos "terroristas". As laranjas de cartão foram retiradas pelos funcionários da Câmara e pelos cães de fila da "gerência".

Não será ainda um estado policial mas que para lá caminha, parece não haver dúvidas.

É verdade... as laranjas de cartolina não podiam ser dependuradas porque o "Regulamento" das Tasquinhas não previa essa possibilidade.

Da próxima vez que os ouvir falar em diálogo vou chamar a polícia. Tenho a certeza que a hipocrisia não cabe em nenhum regulamento.

 


Laranjas terroristas nos Público:

http://jornal.publico.pt/noticia/25-06-2011/camara-de-evora-impediu-protesto-de-agentes-culturais-22354411.htm

Câmara de Évora "impediu" protesto de agentes culturais
Por Maria Antónia Zacarias 

Colocar laranjas de cartolina, com citações como "A cultura dá frutos" e "Cultura igual a Cidadania", nas árvores de um jardim da Feira de São João foi a forma escolhida pela Plataforma Cultura Évora para deixar "recados" à câmara local. A PSP acabou por intervir e funcionários da câmara retiraram os cartazes.

Cerca de três dezenas de agentes culturais aproveitaram a abertura das festas populares, anteontem, para mostrarem o descontentamento e a preocupação com os atrasos por parte da autarquia no pagamento de subsídios. A PSP interveio, identificou alguns membros do protesto e uma brigada de funcionários camarários retirou os cartazes. O director do Centro Dramático de Évora, José Russo, um dos identificados pela polícia, disse que se pretendia chamar a atenção "para o esvaziamento a que está votada" a cultura e "para o incumprimento dos apoios que são transtornos difíceis de ultrapassar". As associações continuam "sem receber os mais de 200 mil euros de apoios relativos a 2009 e subsídios de 2010". E quase no fim de Junho "ainda não foi aberto concurso para o financiamento de 2011". "Estamos sem saber o que vai acontecer", prosseguiu. "Se o incumprimento persistir vai prejudicar a vida cultural da cidade e colocar em risco mais de 100 postos de trabalho."

O actor e dirigente associativo frisa que "este acto de protesto pacífico" foi impedido, "o que releva falta de democracia, o que não se compreende 37 anos após o 25 de Abril". A Plataforma Cultura Évora convocou para 29 de Junho, feriado municipal, uma conferência de imprensa
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Fonte: Sentir Évora