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olharevora

Um olhar crítico/construtivo sobre a cidade de Évora

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Novo Governo: Autarca de Évora (PS) alerta para "riscos" ligados à dimensão de alguns ministérios

18.06.11 | barak

Évora, 17 jun (Lusa) -- O autarca socialista de Évora, José Ernesto Oliveira, alertou hoje para os "riscos" relacionados com a dimensão de alguns ministérios do novo Governo, apesar de ter recebido "sem surpresas" a composição do executivo.

"É um Governo que aparece sem grandes surpresas, na medida em que são nomes já falados, mas há alguns riscos, nomeadamente na dimensão de alguns ministérios", disse.

Como exemplo, o autarca aludiu ao ministério que junta as pastas da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, que vai ser tutelado por Assunção Cristas, do CDS-PP.

Assegurando não querer colocar "em causa a competência e a capacidade de Assunção Cristas", José Ernesto Oliveira augurou que a nova ministra "vai ter muito que fazer", devido "às expetativas criadas".

"Depois do que foi dito sobre a importância que a agricultura e as pescas vão ter no novo Governo, juntar-lhe o Ordenamento do Território e o Ambiente é um trabalho ciclópico", argumentou.

O presidente do Município de Évora falava à Agência Lusa depois de ter sido conhecida a lista oficial de ministros do XIX Governo Constitucional.

A composição do executivo foi apresentada hoje ao final da tarde pelo primeiro-ministro indigitado, Pedro Passos Coelho, ao Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.

O autarca socialista de Évora manifestou-se ainda interessado em perceber "onde é que vai ficar enquadrada a Política de Cidades", por se tratar de uma área que interessa às câmaras municipais.

"Espero que mereça atenção especial porque é uma das áreas importantíssimas para a coesão territorial, sobretudo no caso das cidades do interior", afirmou.

O presidente da câmara também disse que "há enormes expetativas" no que respeita às áreas da Economia e das Finanças: "Todos sabemos as enormes dificuldades que o Governo vai encontrar".

"Vai ser necessário haver alguma estabilidade de decisão e é preciso que essas duas áreas, acima de tudo, além do cumprir das metas impostas [pela "troika"], não prescindam de olhar para a solidariedade social, nomeadamente na luta contra o desemprego", defendeu.









RRL.

Lusa/Fim