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olharevora

Um olhar crítico/construtivo sobre a cidade de Évora

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Évora: PSD preocupado com insegurança no centro histórico da cidade

22.03.11 | barak

O PSD de Évoramanifestou-se hoje preocupado com a "insegurança" na cidade, que atribui à falta de meios das autoridades e à degradação do centro histórico, exigindo que o Estado “não descure as suas funções essenciais”.

Numa moção aprovada, por unanimidade, na última assembleia de secção e hoje divulgada, o PSD de Évora acusa o Governo de “aplicar uma férrea restrição orçamental a alguns serviços públicos essenciais, nomeadamente àqueles a quem cabe garantir a segurança pública”.
“A falta de efetivos, a degradação dos meios de intervenção e uma forte restrição orçamental perturbam o normal funcionamento das forças de segurança, a braços com crescentes dificuldades para evitar o significativo aumento da criminalidade”, pode ler-se no documento.
O presidente da secção de Évora do PSD, José Palma Rita, explicou que os sociais-democratas estão preocupados com “um conjunto de sinais” que indicam “um aumento da criminalidade e da delinquência na cidade, principalmente no centro histórico”.
Este problema, disse, resulta da “própria degradação do centro histórico” de Évora, devido ao “desleixo e à falta de verbas com que lutam os organismos públicos que têm a seu cargo a recuperação dos edifícios”.
“Como se não bastasse, há uma clara falta de meios, quer humanos, quer físicos, que permitam às forças de autoridade garantir uma melhor segurança à noite no centro histórico”, afirmou.
O líder da secção de Évora do PSD garantiu que “há vários indicadores” que mostram que “tem havido um conjunto de assaltos e violência à noite no centro histórico”, ao qual “as forças de segurança não conseguem chegar, devido à falta de meios”.
“Torna-se difícil exigir mais das autoridades, porque percebemos a dificuldade de meios com que elas lutam”, afirmou José Palma Rita, acrescentando que “o que se exige é que o Estado não descure as suas funções essenciais”.
O mesmo dirigente partidário criticou os gastos do Estado “em serviços que não são necessários”, condenando os “cortes no gasóleo e na gasolina dos carros da PSP e da GNR e no funcionamento dos tribunais”.
“São funções essenciais que não podem ser descuradas. O Estado tem de aprender a gastar, cortando naquilo que não é essencial, mas assegurando funções como segurança, justiça e saúde”, frisou.