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olharevora

Um olhar crítico/construtivo sobre a cidade de Évora

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Teatro das Beiras apresenta "Ay Carmela!" em Évora e convida à reflexão sobre arte e poder

17.01.11 | barak
A condição da arte e dos seus protagonistas perante as circunstâncias envolventes do poder é um dos temas de “Ay Carmela!”, que o Teatro das Beiras apresenta, quarta e quinta-feira, no Teatro Garcia de Resende, em Évora.

O espetáculo é baseado num texto de José Sanchis Sinisterra, que tem dado origem a “um conjunto indistinto de criações teatrais um pouco por todo o mundo”, realça hoje o Centro Dramático de Évora, companhia residente do Teatro Garcia de Resende.

A peça do Teatro das Beiras, da Covilhã, proporciona a reflexão sobre “questões e temas absolutamente intemporais”, com a ação situada num contexto de confronto político e ideológico,

Além da condição da arte e dos seus protagonistas perante as circunstâncias envolventes do poder, a peça aborda ainda a ética dos valores não discricionários, a cultura democrática das sociedades contemporâneas e os movimentos sociais.

A trama centra-se em “dois anónimos ‘artistas de variedades’, perdidos numa noite de nevoeiro e fome”, que acabam por cair em “território ‘inimigo’”.

Aí, “em troca da ‘liberdade’, são obrigados a apresentar o seu espetáculo às tropas vencedoras e aos prisioneiros vencidos”, adianta a organização.

“Que fazer à representação para ‘sobreviver’ em tão díspar plateia? Como resistir ou ceder sem abalar a dignidade?”, são questões suscitadas no espetáculo.

Com encenação de Gil Salgueiro Nave, “Ay Carmela!” é interpretada por Fernando Landeira e Sónia Botelho.

O Cendrev realça que o texto teatral em que se baseia a pela conta com edições traduzidas para “inúmeros idiomas”, como alemão, francês, grego, inglês, sueco ou turco, e ganhou “foros de referência obrigatória” quando se aborda a criação dramatúrgica de finais do século passado.

“Na indagação pelos territórios obscuros da teatralidade, dos seus limites e fronteiras, José Sanchis Sinisterra organiza um material cénico que desafia a sensibilidade e inteligência dos espetadores”, argumenta ainda a companhia alentejana.
(Lusa)