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olharevora

Um olhar crítico/construtivo sobre a cidade de Évora

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Um olhar crítico/construtivo sobre a cidade de Évora

2011 será ano zero? | Eduardo Luciano | DianaFm 6/1/2011‏

06.01.11 | barak

2011 será ano zero?

 

Todos sabemos que os cortes nas transferências para os municípios vão implicar necessariamente uma gestão mais apertada dos recursos disponíveis para a realização de iniciativas do poder local,

Todos sabemos que opções desastrosas como a assinatura do protocolo com o Ministério da Educação, que fez com que fossem transferidos cerca de duas centenas de trabalhadores para o quadro do Município, sem a garantia da transferência dos meios financeiros suficientes para responder a tal encargo ou a adesão a um sistema multimunicipal de águas e saneamento que se tem revelado um sorvedouro de dinheiro, levaram a uma situação de estrangulamento financeiro do Município de Évora.

Apesar desta realidade é impensável que as iniciativas de promoção do território, orçamentadas e projectadas para 2011, não se realizem.

Exige-se maior rigor, uma gestão mais imaginativa dos recursos disponíveis para as realizar, talvez até um equacionar a dimensão dos próprios projectos, para evitar o seu desaparecimento com os elevadíssimos custos para o desenvolvimento do concelho, num ano de dificuldades acrescidas para quase todos os sectores de actividade, incluindo a indústria do turismo.

Por falta de capacidade ou de vontade, não parece ser esse o caminho que a maioria que gere o concelho escolheu.

No fim do ano passado o Presidente da Câmara anunciou que não se realizaria o Portugal Air Show.

Agora vêm os serviços comunicar aos habituais participantes que a 8.ª edição da Rota de Sabores Tradicionais não se realizará por “dificuldades financeiras impossíveis de superar”.

O que não deixa de ser estranho, tendo em conta que o Orçamento aprovado em Dezembro contemplava uma verba de 48.236 euros, para a realização da Rota dos Sabores Tradicionais.

Pelo que percebemos, não só não se vão realizar as iniciativas e eventos que assumidamente ficaram de fora do orçamento municipal, como também não se realizarão as que constam do Plano de Actividades e Orçamento.

A ser assim, 2011 será um ano em que a principal despesa estará relacionada com a comunicação aos interessados de que tal ou tal evento afinal já era e de preferência o mais perto possível da data para a sua realização.

Sabia que o Orçamento de Estado do PS e PSD iria trazer mais dificuldades à vida das autarquias locais, mas não quis acreditar que essa era justificação para ainda se fazer menos no concelho de Évora.

Este início de ano não augura nada de bom para a vida neste território. A continuar assim será um verdadeiro ano zero, onde só as pedras manterão a capacidade de atrair visitantes que ajudem a economia local a enfrentar este ano de dificuldades acrescidas.

 

 

Até para a semana… quem sabe

  
Eduardo Luciano