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olharevora

Um olhar crítico/construtivo sobre a cidade de Évora

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Assembleia Municipal de Évora aprova orçamento para 2011 de 67 milhões de euros

23.12.10 | barak

O plano e o orçamento da Câmara de Évora para 2011, já aprovados pela Assembleia Municipal, rondam os 67 milhões de euros, menos 14 milhões em relação a este ano, revelou hoje à Agência Lusa fonte da autarquia.

As Grandes Opções do Plano e o Orçamento municipal para 2011 foram aprovados por maioria, na última reunião da Assembleia Municipal de Évora, com os votos favoráveis dos eleitos do PS, a abstenção do PSD e os votos contra da CDU e do Bloco de Esquerda.

Em declarações à Agência Lusa, o vice-presidente do município, Manuel Melgão, explicou que o orçamento municipal “traduz o atual momento difícil do país, do Estado e das famílias”, ao ser refletida no documento “uma grande preocupação de contenção e de rigor nas despesas”.

“Estamos a falar de um orçamento com uma redução substancial da despesa, tendo em conta que as receitas não são espetáveis. Contudo, procurámos que em rubricas importantes, como o apoio social às famílias, não houvessem cortes, antes pelo contrário”, disse o vereador socialista.

Segundo o autarca, haverá também “cortes significativos” na construção de novas infraestruturas, embora se mantenha o investimento municipal em projetos candidatados ou aprovados no âmbito de Programa Operacional Regional do Alentejo (INALENTEJO).

Já o vereador comunista Eduardo Luciano criticou o orçamento, ao dizer que, “apesar de refletir a diminuição das transferências de verbas do Estado”, este “não toca em questões essenciais, como o protocolo na área da educação, que está a revelar-se ruinoso” para as finanças municipais.

Por outro lado, o autarca sustentou que “é um orçamento em que o investimento municipal é zero” e que, por isso, “a cidade vai estar mais um ano parada e sem qualquer tipo de intervenção”.

Também em declarações à Lusa, o vereador do PSD António Dieb afirmou que “os orçamentos são instrumentos de gestão de quem tem responsabilidade de gerir”, mas admitiu que não concorda com as prioridades definidas no documento.

“Se fossemos nós, iríamos apostar nas pequenas obras de melhoria da qualidade de vida na cidade e nas freguesias, na solidariedade àqueles que mais necessitam e na recuperação e animação do Centro Histórico”, disse.