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olharevora

Um olhar crítico/construtivo sobre a cidade de Évora

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Um olhar crítico/construtivo sobre a cidade de Évora

Évora com radioterapia das mais avançadas da Europa

21.12.10 | barak

Há um ano e três meses, o Alentejo deixou de ser a única região da Península Ibérica sem um serviço de radioterapia. Certo é que actualmente esta valência do Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE) é a mais avançada na área instalada no nosso país, e seguramente uma das melhores da Europa na tecnologia de combate ao cancro, tendo sido recentemente reconhecida pelo Fórum Hospital do Futuro, com a atribuição do primeiro prémio na categoria de Parcerias em Saúde, noticia o Correio da Manhã (CM).


O problema põe-se quando se fala da potencialização do serviço, a trabalhar actualmente muito abaixo das capacidades, lamentam os responsáveis. Tal facto deve-se ao desconhecimento da sua existência por grande parte dos profissionais de saúde.


A efectuar actualmente uma média próxima dos 80 tratamentos por dia, a radioterapia eborense podia, sem prejuízo da qualidade do serviço, chegar aos 200. "Há quem continue a encaminhar os doentes para os grandes centros urbanos quando temos uma unidade que prima pela qualidade", reiterou, aquando do primeiro aniversário da unidade, a presidente do conselho de administração do HESE, Filomena Mendes.


Além das possibilidades de tratamento em radioterapia externa, braquiterapia ginecológica e prostática, que já funcionam actualmente, o serviço vai alargar o leque de competências clínicas já a partir de 2011, apesar de tratar 650 doentes – a capacidade cifra-se em 1400 pacientes. "Acredito que estas pequenas unidades funcionam melhor do que as dos grandes centros, por todos os motivos. Precisamos de tratar muitas mais pessoas do que as que estamos a tratar actualmente e reclamamos isso", disse ao CM Pedro Chinita, um dos dois radioterapeutas e director clínico do serviço do HESE.


A grande luta dos responsáveis passa agora pela sensibilização dos médicos de família para que se possa potenciar os recursos. "A falta de conhecimento e o não encaminhamento dos doentes para aqui leva a que uma pessoa que viva no Alentejo tenha de se deslocar, por exemplo, ao IPO de Lisboa para fazer um ciclo de cerca de 25 tratamentos, o que é extremamente fatigante e desgastante, podendo ser evitado se efectuado em Évora. Melhorar a qualidade de vida aos doentes oncológicos é o princípio básico desta unidade de radioterapia", acrescentou Pedro Chinita. 


Hospital paga hotel e comidas


Os utentes do serviço de radioterapia de Évora, caso sejam provenientes de uma distância superior a 80 quilómetros, durante os ciclos de tratamento (normalmente de segunda a sexta-feira, entre um e dois meses), ficam alojados e com alimentação paga num dos hotéis da cidade com quem o hospital estabeleceu um protocolo. "Dar todo este conforto é estar a poupar milhões aos cofres do Estado. O que encarece os tratamentos são os transportes, cujo custo é quatro a cinco vezes o custo do tratamento em si", refere o serviço de radioterapia. Por ano, eram gastos 2,5 milhões de euros em deslocações.

2010-12-20 | 10:18