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olharevora

Um olhar crítico/construtivo sobre a cidade de Évora

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Cem pessoas exigem demissão de veterinário que abateu sete cães

22.11.10 | barak

Cerca de uma centena de pessoas manifestaram-se esta segunda-feira em Évora para exigir a demissão do veterinário municipal, alegadamente responsável pelo «abate ilegal» de sete cães, mas o presidente do município recusou «linchamentos na praça pública».

O protesto, realizado em frente ao edifício dos Paços do Concelho, nasceu em várias redes sociais na Internet, depois de ter sido divulgado um e-mail enviado por duas veterinárias do canil à Câmara de Évora a denunciar «ilegalidades» alegadamente cometidas naquele espaço, entre as quais o «abate ilegal» dos cães, dia 10 deste mês.

Em declarações à Lusa, na semana passada, o veterinário municipal de Évora, António Flor Ferreira, refutou as acusações de ter promovido um «abate ilegal» de sete cães, garantindo que agiu em conformidade com a lei e disse estar a ser vítima de «calúnias».

Na concentração desta segunda-feira, em que estiveram membros de associações de defesa e amigas dos animais, alguns dos participantes envergaram peças de roupa escura.

Ana Azinheira, uma das promotoras do protesto, explicou que a manifestação pretendeu exigir a demissão do veterinário municipal e protestar contra as «ilegalidades» alegadamente cometidas no canil.

Para a advogada Alexandra Moreira, também sócia de várias associações de protecção dos animais, «é fundamental que a Câmara Municipal de Évora tome urgentemente medidas no sentido de mudar a direcção do canil e afastar o responsável».

Segundo Alexandra Moreira, alguns dos cães abatidos já tinham sido dados para adopção e os adoptantes «fazem questão de formalizar a sua reclamação junto das entidades competentes», a câmara e a Direcção-Geral de Veterinária.

Em declarações aos jornalistas, o presidente da Câmara de Évora, José Ernesto Oliveira, disse que a autarquia abriu um inquérito para averiguar o funcionamento do canil, mas recusou «linchamentos na praça pública».

«Não é prática da câmara punir, sancionar ou julgar alguém sem que haja todo um procedimento administrativo, um inquérito, podendo passar à fase de processos disciplinares», disse.

São dadas «todas as garantias às partes, nomeadamente aos funcionários, de se poderem defender e apresentar as suas razões», afirmou. «Não fazemos linchamentos na praça pública, nem condenamos ninguém sem ouvir as razões» das partes, concluiu.