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olharevora

Um olhar crítico/construtivo sobre a cidade de Évora

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Veterinário municipal de Évora acusado de "abater ilegalmente" sete cães

16.11.10 | barak

Uma advogada e sócia de várias associações de proteção dos animais acusou ontem o veterinário municipal de Évora de ter promovido um "abate ilegal" de sete cães, considerando que se trata de "uma atitude abusiva e até poderá ter contornos de ordem criminal".


 
"O veterinário municipal dirigiu-se ao canil e abateu sete cães. O mais grave não é o abate dos animais. A questão é que cinco destes sete cães já tinham sido cedidos pelo canil para adoção", afirmou à agência Lusa Alexandra Moreira, que é sócia de várias associações da região.
 

O caso, que remota à passada quarta-feira, foi denunciado num e-mail enviado por duas veterinárias municipais à Câmara de Évora e que acabou por ser também divulgado em várias redes sociais na Internet. Alexandra Moreira considerou este abate de animais "uma atitude abusiva e que até poderá ter contornos de ordem criminal, relacionados com crime de dano", uma vez que cinco dos sete animais "já estavam inseridos num processo de adoção, faltando apenas entregar os cães aos novos donos".
 


Segundo a representante da proteção dos animais, o veterinário municipal justificou que o abate ocorreu porque "os animais já estavam no canil há meses e que não podiam lá ficar por tempo indeterminado". Recusando esta justificação, Alexandra Moreira explicou que "os animais já pertenciam a outras pessoas e, portanto, nem sequer eram da responsabilidade do canil".


 
"Para além da questão da legitimidade para destruir algo que já não pertencia ao canil, também não se percebe a legitimidade do senhor para estar preocupado com as questões dos custo para a câmara quando os animais não constituíam um custo", afirmou.
 

De acordo com a representante da proteção dos animais, o e-mail que denunciou o caso expõe ainda "outras ilegalidade no canil", como é o caso da "falta de um plano de profilaxia, obrigatório por lei, e o facto de os animais não serem vacinados nem tratados, à exceção de quando são entregues para adoção".
 

A Agência Lusa tentou ontem contactar com o veterinário responsável pelo canil municipal, mas as várias tentativas revelaram-se infrutíferas.