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olharevora

Um olhar crítico/construtivo sobre a cidade de Évora

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Um olhar crítico/construtivo sobre a cidade de Évora

Évora terá Parque de Ciência e Tecnologia no próximo ano

14.10.10 | barak

Évora vai ver “nascer”, já no início do próximo ano, um Parque de Ciência e Tecnologia que irá albergar laboratórios da universidade daquela cidade, “uma incubadora municipal”, com capacidade para 30 empresas, e “áreas comuns”, revelou hoje à Agência Lusa o presidente do município, José Ernesto Oliveira.

Num investimento que ronda os dez milhões de euros, este projecto tem o intuito de fomentar a instalação de empresas tecnológicas e a transferência de conhecimento científico para o mundo empresarial.

Situado no parque industrial eborense e financiado por apoios comunitários, este centro envolve também a criação de uma empresa gestora e é promovido pelo município e pela Universidade de Évora (UÉvora), com mais parceiros.

Os institutos superiores politécnicos de Beja, Portalegre e Santarém, a Agência Regional de Desenvolvimento do Alentejo (ADRAL), a Associação Nacional de Jovens Empresários e uma entidade bancária são os outros sócios da empresa.

As obras deverão arrancar no início do próximo ano, prevendo-se a sua conclusão para “o final de 2011”, afirmou José Ernesto Oliveira, realçando que a iniciativa está a “despertar o interesse” de várias “grandes empresas”, até porque, junto ao lote onde o parque vai “nascer”, existe “um conjunto de outros lotes” para unidades tecnológicas.

Segundo o autarca, “começa a surgir, da parte dos operadores económicos, um interesse por Évora enquanto centro tecnológico”, o que “é muito importante” para “promover o desenvolvimento com base na inovação e no conhecimento”.

Ligação entre conhecimento científico e mundo empresarial

Também contactado pela Lusa, Manuel Cancela de Abreu, vice-reitor da UÉvora para a Ciência e Cooperação, explicou que o parque pretende fazer a ligação entre conhecimento científico gerado na academia e nos três politécnicos e o mundo empresarial.

O objectivo, sublinhou, “é fomentar, por um lado, esta passagem de conhecimento para as empresas e, por outro, a instalação de novas empresas”, que até podem ser criadas por antigos alunos da UÉvora.

, disse.

A universidade quer aí criar dois laboratórios, “úteis ao desenvolvimento das empresas”, um dos quais dedicado à interoperabilidade e o outro à instrumentação. O primeiro “é um laboratório de informática que estuda e tenta conjugar programas informáticos que, às vezes, são incompatíveis uns com os outros”, enquanto o segundo vai servir para fornecer “instrumentos e materiais” a quem pretenda desenvolver um protótipo ou tecnologia.

“Reconhecemos que o mundo empresarial do Alentejo não é muito forte e não tem muita vocação para inovar, mas vamos fazer um esforço para facilitar a inovação e ver se conseguimos aumentar a produtividade e sustentabilidade dessas empresas”, argumentou. 

UÉvora faz esforço para facilitar a inovação
“Uma das funções do parque é, exactamente, ter esse espaço de incubação e pessoas que conhecem bem o tecido científico do Alentejo e que possam ir buscar à universidade ou aos politécnicos o conhecimento que essa empresa poderá necessitar”