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Um olhar crítico/construtivo sobre a cidade de Évora

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Alentejo com menos 30 escolas primárias no próximo ano lectivo

24.06.10 | barak

Cerca de 30 escolas do primeiro ciclo do Alentejo já não deverão reabrir portas no próximo ano letivo, na sequência da anunciada intenção governamental de encerrar estabelecimento de ensino, revelou hoje o diretor regional de Educação do Alentejo.

“Cerca de três dezenas de escolas estão sinalizadas” para encerrar, afirmou José Verdasca, explicando que este número “ainda não está fechado”, uma vez que “há casos que estão ainda em análise”.

O responsável falava aos jornalistas depois de reunir com pais, encarregados de educação e autarcas de vários concelhos do distrito de Évora, que hoje realizaram uma vigília junto à Direção Regional de Educação do Alentejo (DREA), em Évora.

De acordo com José Verdasca, o encerramento de escolas do primeiro ciclo do ensino básico no Alentejo “foi sempre equacionada em estabelecimentos com menos de 11 alunos e em situações que são objeto de análise, contextualização e reunião com os presidentes dos municípios”.

“Numa primeira fase sinalizámos todas as escolas com menos de 11 alunos, em termos de primeiro ciclo”, ao que se seguiram outras escolas, com mais de 11 alunos, “por sensibilidade e abertura dos municípios”, disse.

O responsável da DREA explicou que esta decisão resultou da “especificidade territorial do Alentejo, uma região com 30 mil quilómetros quadrados e 20 habitantes por quilómetro quadrado”.

A vigília de hoje, iniciativa promovida pelas associações de pais de Santana do Campo e Sabugueiro (Arraiolos), juntou cerca de uma centena de pais, encarregados de educação e autarcas dos concelhos de Évora, Arraiolos, Montemor-o-Novo, Portel, Mora e Vendas Novas.

A ação, que teve como objetivo protestar contra o anunciado encerramento de escolas por parte do Ministério da Educação, contou com a presença do presidente da Câmara de Arraiolos, o comunista Jerónimo Lóios, que se mostrou contra a intenção do Governo.

“As crianças não são números e devem ser o último caso em que se devem estabelecer tetos”, considerou, defendendo que “os alunos destas escolas não estão isolados do resto do mundo, têm todas as condições, como computadores, acesso à Internet e atividades extracurriculares”.

Lembrando a resolução do Conselho de Ministros, do início do mês, para o encerramento das escolas públicas do primeiro ciclo do ensino básico com menos de 21 alunos, o autarca alentejano destacou ainda “a evolução” anunciada pela DREA de sinalizar apenas as escolas com menos de 11 alunos.

“Registamos como positiva, mas preocupa-nos que essa garantia não possa ser dada para os próximos anos letivos”, afirmou.

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