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olharevora

Um olhar crítico/construtivo sobre a cidade de Évora

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Viajar para Lisboa é uma dor de cabeça

31.05.10 | barak
Passageiros insatisfeitos com serviço de autocarros

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SÉRGIO MAJOR *

Lisboa está "mais longe" para os passageiros da Linha do Alentejo que utilizavam o comboio para se deslocar à capital e que, devido a obras na ferrovia, viajam agora de autocarro. A maioria queixa-se dos horários e do "desconforto" do percurso.

"A viagem de comboio é mais confortável", porque permite aos passageiros "circular" nas carruagens e "utilizar a casa de banho". Já no autocarro, "as pessoas estão limitadas a um pequeno espaço", lamenta Manuela Bilou, passageira que utiliza regularmente o serviço.

A circulação do comboio Intercidades na Linha do Alentejo (de Lisboa a Évora e a Beja) está suspensa desde 10 de Maio, durante o período de um ano, devido às obras da Refer para a reabilitação e electrificação da infra-estrutura.

A CP, através da sua porta-voz, Ana Portela, refere que "não há hipótese" de manter os comboios, devido às obras na linha, mas garante que a empresa está a "monitorizar a evolução da situação e, se houver necessidade e possibilidade de alterações de horários, naturalmente que serão feitas".

"Até 14 de Junho não será adequado alterar os horários. Só depois vamos verificar a necessidade e a possibilidade de alterar horários", adianta Ana Portela.

João Fialho, um dos que utiliza o serviço alternativo todos os dias para Lisboa, não esconde o cansaço depois de um dia de trabalho na capital, que se agrava com o "desconforto" do autocarro.

"Hoje até temos um autocarro minimamente razoável, mas outras vezes temos autocarros mais apertados, onde não podemos andar e trabalhar, porque não há espaço para meter o portátil como havia no comboio", disse à agência Lusa durante uma das viagens.

O número de utentes do serviço "reduziu bastante", garante, por seu lado, Rogério Cupeto, recordando que "o comboio vinha sempre com bastante afluência" e, agora, são apenas quatro ou cinco pessoas.

João Fialho afiança que "alguns já optaram por voltar a morar em Lisboa e outros por sair do emprego e voltar para Évora".

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