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olharevora

Um olhar crítico/construtivo sobre a cidade de Évora

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Entregue petição contra encerramento da Linha do Alentejo

28.04.10 | barak

Circulação entre Évora e Lisboa será suspensa em Maio por um ano. Utentes não aceitam  transportes alternativos

 

A comissão de utentes dos comboios Intercidades da Linha do Alentejo vai entregar esta tarde uma petição na Assembleia da República na qual apela à intervenção dos deputados para que não seja suspensa a circulação na linha entre Lisboa e Évora, anunciada para o próximo mês.

Depois de terem viajado no Intercidades com uma camisa preta onde estava escrita a mensagem "Próxima paragem: estragar a sua vida", como forma de protesto, os utentes avançaram para a petição na qual consideram que o autocarro "não é transporte alternativo" pois, para além dos horários diferentes, é susceptível de "sofrer atrasos, em função do trânsito".

"Quando comecei a ter noção dos horários e do serviço de comboio optei por sair de Lisboa para morar em Évora. Um ano depois, vejo-me obrigado a voltar atrás depois de ter arrastado a família", lamenta João Fialho, porta-voz da comissão de utentes, exemplificando com o seu caso pessoal o que classifica como sendo uma situação "comum" aos utilizadores diários, "cada vez em maior número", deste Intercidades.

"Estamos abertos a várias soluções, como a manutenção de apenas dois comboios por dia em vez dos actuais cinco. Ou à criação de um circuito de transportes alternativos até à estação de Bombel, próximo de Vendas Novas. Mas é injustificado este encerramento total", diz João Fialho.

Em declarações ao DN, fonte oficial da REFER confirma que a exploração ferroviária nos 32 quilómetros do troço entre Bombel e Évora será suspensa "durante um ano", a partir do início de Maio.

"A interrupção temporária da circulação no troço é necessária para garantir as condições requeridas pela correcta execução dos trabalhos de tratamento da plataforma, contemplados nas intervenções a concretizar", acrescenta a REFER, defendendo que qualquer alternativa, para além de reflexos na qualidade das obras, "obrigaria sempre a um longo período com frequentes interdições de vias penalizadoras da regularidade da operação ferroviária".

O custo previsto da empreitada é de 48,4 milhões de euros e inclui a electrificação da linha, tal como a rectificação de curvas, instalação de sinalização electrónica e desnivelamento de passagens, integrando este troço no eixo ferroviário Sines/Badajoz. Em Fevereiro de 2006, a circulação de comboios entre Casa Branca e Évora foi interrompida para a realização de trabalhos de modernização que permitiram obter ganhos em termos de velocidade (de 40 para 140 kms/h). A cidade ficou sem comboios. Em Novembro de 2007, depois de inaugurado o Intercidades, a ligação entre Lisboa e Évora foi reduzida para 01.41. Três anos e seis meses depois, é este mesmo comboio que irá ficar parado.