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olharevora

Um olhar crítico/construtivo sobre a cidade de Évora

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Linha de mercadorias Évora-Caia em bitola ibérica é "erro histórico", diz ex-presidente da RAVE

27.04.10 | barak

O primeiro presidente da empresa responsável pelo projecto de alta velocidade ferroviária, Manuel Moura, afirmou hoje que a construção da linha de mercadorias Évora-Caia em bitola ibérica é um “erro histórico” que “vai custar muito dinheiro”.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

Manuel Moura, que hoje foi ouvido na comissão parlamentar de Obras Públicas, Transportes e Comunicações, defendeu que os 260 milhões de euros que serão investidos na construção da linha Évora-Caia em bitola (distância entre carris) ibérica deviam ser investidos numa linha de mercadorias Sines-Poceirão.

“Na minha opinião, o que se devia fazer era a ligação Sines-Poceirão em bitola standard”, defendeu, afirmando que a construção da linha Évora-Caia em bitola ibérica é um “erro histórico”.

“[A construção da linha Évora-Caia em bitola ibérica] É um erro histórico, gravíssimo e que vai custar muito dinheiro hoje e às gerações vindouras”, afirmou Manuel Moura, que foi nomeado presidente da RAVE - Rede Ferroviária de Alta Velocidade em 2001.

A bitola ibérica – existente em Portugal e Espanha - é mais larga do que a bitola usada na generalidade dos países da união europeia, a chamada bitola europeia.

Durante a audição, o primeiro presidente da RAVE criticou o facto da futura linha de alta velocidade Lisboa-Porto ser só para passageiros e opôs-se à possibilidade – actualmente em estudo – de a linha Porto-Vigo também poder vir a servir apenas passageiros.

Para Manuel Moura, estas duas linhas devem ser mistas (passageiros e mercadorias).

O primeiro presidente da RAVE defendeu a elaboração de um plano director para a ferrovia portuguesa.

“A ferrovia em Portugal precisa de um plano director, porque os investimentos são muito altos”, sustentou.

Em resposta ao deputado do PS João Paulo Correia, Manuel Moura defendeu que CP deve estar fora da exploração dos caminhos-de-ferro.

“A exploração dos caminhos-de-ferro deve ser concessionada a privados para que o risco possa ser suportado pelos privados”, defendeu.

Manuel Moura disse ainda que o Portugal Logístico (plano que inclui um conjunto de plataformas logísticas) dever ser objecto de um “grande reflexão”, uma vez que contém “uma série de erros”.