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olharevora

Um olhar crítico/construtivo sobre a cidade de Évora

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Um olhar crítico/construtivo sobre a cidade de Évora

UTAD desvenda idade exacta de oliveira milenar de Évora

27.01.11 | barak
É um dos “ex-libris” da cidade de Évora e tem 1098 anos. Trata-se da  histórica oliveira do Convento do Espinheiro, que, através de um método  de datação único no mundo desenvolvido pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), ficou a conhecer a sua idade exacta. 

Esta técnica, já anunciada pelo "Ciência Hoje" em 2009, foi idealizada por José Luís Lousada e Pacheco Marques, investigadores do Departamento Florestal, e permite datar árvores até aos três mil anos, de uma forma “não-destrutiva”.

No caso da oliveira de Évora, o processo de datação foi facilitado pelo seu “bom estado de conservação e por não conter quase nenhuma zona morta”, explicou ao “CH” José Luís Lousada. O investigador acredita que, “por estar num jardim e encostada a um mosteiro, alguém deve ter cuidado dela e podado, o que não acontece em muitas árvores que se encontram em estado selvagem”. 
Processo de datação

Este método está a ser desenvolvido na UTAD desde 2007, depois do desafio da empresa  "Oliveiras Milenares",  que pretendia um sistema para datar árvores antigas. Embora este processo seja geralmente facilitado em  árvores jovens, podendo ser realizado através de métodos ópticos que contam os anéis de crescimento, no caso das mais antigas e ocas tornava-se impraticável. 

De acordo com o investigador, esta nova metodologia  supera esse entrave e “permite estimar a idade de árvores idosas, particularmente nos casos em que estas já não têm todo o material lenhoso acumulado ao longo dos anos”.

O método desenvolvido na UTAD consiste num cálculo feito através de um modelo matemático que relaciona a idade com uma característica dendrométrica do tronco (raio, diâmetro ou perímetro). Além disso, recorre-se ao estudo de outras árvores com características idênticas para, de forma comparativa, se ir preenchendo a parte interior “como se fosse um puzzle”.

Este modelo “eficaz e credível” não provoca a destruição da árvore, pois não obriga ao seu abate, nem provoca lesões que comprometam a sua sanidade. Contudo, apresenta uma margem de erro de dois por cento, o que num milénio pode significar uma variação de 20 anos.

A cerimónia de entrega da certificação da oliveira agora datada, que é anterior ao próprio convento (construído no século XV), decorre a 19 de Fevereiro em Évora, numa iniciativa promovida pela empresa “Oliveiras Milenares”.

Electrilar resiste às grandes superfícies

26.01.11 | barak

A crise não é a principal preocupação de Henrique Santana, mas sim as grandes superfícies de Évora.

A Electrilar - Comércio de Electrodomésticos, sedeada em Évora, tem sentido a crise, mas não a económica que tanto se ouve e lê na comunicação social. As vendas das lojas de Henrique Santana têm-se "ressentido mais por causa das grandes superfícies que se instalaram à volta da cidade", diz o fundador e sócio gerente da empresa.

"As nossas vendas atingiram o apogeu entre 2001 e 2002, a partir daí baixaram um pouco e nos dois últimos anos estabilizaram nos 2,5 milhões de euros, o mesmo valor com que fechámos o ano de 2010", disse Henrique Santana ao Diário Económico.

Comboios: Obras na Linha do Alentejo vão "beneficiar" a zona de Évora

26.01.11 | barak

O deputado do PSD Luís Rodrigues faz um balanço positivo das obras da REFER na Linha do Alentejo.
No final de uma visita que efetuou aos trabalhos, o parlamentar mostrou-se "bastante satisfeito com a melhoria que está a ser feita na linha" e garantiu que "a zona de Évora vai beneficiar, fracamente, com a obra".
"É um investimento que vale a pena", sublinhou.
De acordo com o parlamentar social-democrata, a obra, que tem como duração prevista um ano, regista atualmente "algum atraso" devido "ao período de chuvas fortes", mas "que ainda pode ser recuperado" para permitir estar a funcionar em maio.
"Em princípio, a REFER pode disponibilizar a via para estar a funcionar no próximo mês de maio. Não ainda a 100 por cento, mas já será possível que o serviço seja feito", adiantou Luís Rodrigues.
A acompanhar Luís Rodrigues esteve o vereador do PSD na Câmara de Évora, António Costa Dieb, que aproveitou para colocar à REFER algumas questões relacionadas com o impacto das obras, o processo de expropriações e o desconhecimento dos munícipes sobre o projeto.
"Recebi a garantia que todos os processos de expropriação foram acertados e aceites pelas duas partes e o compromisso que as obras terão o impacto mínimo na cidade e que a REFER vai realizar uma reunião para dar a conhecer o projeto à população", revelou.
A decorrerem até maio deste ano, as obras, no troço Bombel/Vidigal a Évora, numa extensão de 32 quilómetros, incluem a eletrificação do troço, renovação das vias, beneficiação de estações e construção de passagens desniveladas, num investimento de 48 milhões de euros.

Quercus quer projeto do IC33 Grândola/Évora «chumbado»

25.01.11 | barak

A construção do lanço do Itinerário Complementar 33 (IC33) entre Grândola e Évora vai destruir «vastas áreas» de montado de sobro e azinho e habitats de aves ameaçadas, alertou hoje a associação ambientalista Quercus.

"O Estudo de Impacte Ambiental (EIA) deste troço, cuja consulta pública termina hoje, não está bem feito e, por isso, a decisão do Governo terá de ser desfavorável", argumentou hoje à Agência Lusa Domingos Patacho, da Quercus.

Segundo o ambientalista, no EIA relativo ao lanço do IC33 Grândola/Évora, «não estão devidamente cartografadas todas as áreas» com povoamentos de sobreiros e azinheiras afetadas pelas duas hipóteses de traçado propostas.

Diário Digital / Lusa

 

Rede tecnológica vai surgir para fomentar parcerias na Lezíria e no Alentejo

25.01.11 | barak

Uma rede regional de ciência e tecnologia, para fomentar parcerias entre os mundos científico e empresarial, vai "nascer" no Alentejo e Lezíria do Tejo, num investimento de quase 41,8 milhões de euros, co-financiado por fundos comunitários.

O projecto - Programa Estratégico do Sistema Regional de Transferência de Tecnologia (SRTT) - envolve um consórcio de 21 parceiros, liderado pela Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo (ADRAL).

António Costa da Silva, do InAlentejo, explicou à Agência Lusa que "ficam em condições de ser financiadas as acções que, ao longo do ano, vierem a ser apresentadas pelos parceiros". Do investimento global, "cerca de 29,3 milhões de euros" (70 por cento) são suportados pelo InAlentejo, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

Para o diretor-geral da ADRAL, Luís Cavaco, este programa estratégico "é muito importante" para o Alentejo porque "vai permitir que se invista muito dinheiro em investigação e desenvolvimento e na transferência de tecnologia".

Já António Costa da Silva avançou que o projecto tem cinco componentes, sendo "uma das mais importantes" a criação de um parque de ciência e tecnologia, em Évora.

Outra das vertentes é um "sistema de incubadoras de base tecnológica", distribuído por "Portalegre, Beja, Moura, Santarém e Cartaxo", para acolher, por exemplo, "empresas ‘nascidas' no mundo académico e que, com o devido apoio, podem ser experimentadas".

"O terceira é apoiar um sistema de infraestruturas científicas e tecnológicas, com o objetivo de qualificar e consolidar a oferta regional de tecnologia", avançou. A implementação de "iniciativas para potenciar os impactos gerados" pelas anteriores vertentes, fazendo a "interacção com a malha empresarial da região", está igualmente compreendida.

O último objectivo enquadra-se também na ligação com as empresas, fomentando parcerias entre os parques industriais e tecnológicos do Alentejo e da Lezíria do Tejo e as entidades ligadas à ciência e tecnologia. Entre os parceiros do projecto, encontram-se a Universidade de Évora, os institutos politécnicos de Beja, Portalegre e Santarém, os núcleos empresariais de Évora e de Beja, câmaras municipais e centros de investigação e desenvolvimento da região abrangida pelo InAlentejo.



Évora: PCP preocupado com restrições ao transporte de doentes

25.01.11 | barak

O deputado do PCP João Oliveira está preocupado com as restrições impostas pelo Ministério da Saúde ao transporte de doentes.
"A decisão do Ministério da Saúde está a causar uma verdadeira limitação no acesso aos cuidados de saúde por parte dos idosos e, sobretudo, daquelas pessoas que dispõem de menos recursos económicos", disse o parlamentar comunista.
Em declarações à DianaFm, o deputado João Oliveira destacou a situação em Viana do Alentejo, onde "não se faz o transporte de um único utente".
"Das cerca de 400 pessoas, por mês, que os bombeiros transportavam quer para o Hospital de Évora para Lisboa, para consultas e tratamentos, neste momento, não há transporte de um único utente", indicou.
Segundo o parlamentar, "as pessoas que antes tinham direito ao transporte, neste momento, têm de pagar centenas de euros para poder fazer estas deslocações".
Esta situação, acrescentou, "está a colocar um obstáculo para muitas pessoas, particularmente, para idosos que têm reformas baixas e pessoas que têm poucos rendimentos".
João Oliveira falava à DianaFm depois de visitar o quartel dos Bombeiros Voluntários de Viana do Alentejo e o Centro de Saúde de Vila Viçosa.
Entretanto, o Governo anunciou que está ainda a ser preparado um regulamento sobre o transporte de doentes não urgentes.

Espera leva a desistências no Sul

24.01.11 | barak

"É uma vergonha, tanta tecnologia, tanta coisa, e não se consegue votar", reclamava, ontem, a meio da tarde, Soledade Nogueira. Eleitora em Faro, na mesa situada na EB I do Carmo, confrontava-se com o problema que afectou portadores do Cartão do Cidadão em todo o País.

 

Para contornar o problema, tentava-se receber a informação sobre o local onde votar, por SMS. Mas o elevado número de pessoas que recorreram ao serviço tornava a tarefa quase impossível. "O meu marido já se foi embora, e outras pessoas que se fartaram de esperar também foram, sem votar", acrescentava Soledade Nogueira.

De acordo com Macário Correia, presidente da Câmara de Faro, houve registo de "centenas de pessoas que não exerceram o direito de voto, querendo fazê-lo".

Ainda no Algarve, mas em Portimão, situação semelhante foi vivida na mesa instalada na EBI Coca Maravilhas. Muitos eleitores com Cartão do Cidadão viram-se impedidos de votar e acabaram por desistir, devido ao longo tempo de espera.

No Alentejo, a situação foi idêntica, levando ao desespero os eleitores que possuíam o Cartão do Cidadão. Na freguesia da Horta das Figueiras, uma das mais populosas de Évora, o tempo de espera para votar chegou aos 50 minutos. Uns desistiram, mas outros culpavam-se por não terem obtido mais cedo o número de eleitor. "É típico dos portugueses deixar tudo para a última. A culpa também é minha", disse Lina Saiote.

"TIVE DE IR EMBORA SEM PODER VOTAR"

Na Escola de Custóias, Matosinhos, muitos eleitores foram embora sem votar, tal era a confusão criada pelo bloqueio informático. "Não podia esperar mais porque tinha compromissos. Fui embora sem votar. Querem cada vez mais tecnologia e o resultado está à vista", disse ao CM Maria Vieira. "Demoraram mais de uma hora até me dizerem qual era o número e a mesa de voto. É uma vergonha", referiu Rogério Mendes.

CONFUSÃO INSTALADA EM PARANHOS

Na EB 2,3 de Paranhos, no Porto, a terceira freguesia mais populosa do País, o sistema informático do Portal do Cidadão bloqueou às 13h30, hora em que começaram a criar-se filas de espera.

"Temos 42 mil eleitores e imprimimos 9000 folhas por cada um dos sete pontos de voto, para evitar que as pessoas fossem embora sem votar. Também duplicámos o números de funcionários que prestavam informações", disse ao CM Alberto Machado, presidente da Junta de Freguesia de Paranhos.

Com o Cartão do Cidadão, vários habitantes de Paranhos, que iam sempre votar na mesma mesa de voto, foram encaminhados para outros locais. "Com o novo cartão actualizaram o meu código postal, mudando o local de voto, foi tudo complicado", disse ao CM Eva Pires, eleitora na freguesia.

Câmara de Évora mantém intenção de abandonar Águas do Centro Alentejo

24.01.11 | barak

O presidente da Câmara de Évora, José Ernesto Oliveira, mantém a intenção de suspender a concessão do fornecimento de água prestado pela Águas do Centro Alentejo, por não ser financeiramente viável, mas aguarda pelas negociações com a empresa.
O autarca limitou-se a dizer que "a posição da Câmara de Évora mantém-se" e que, até agora, o município não tem "razão nenhuma para a alterar", porque "ainda não chegou informação nenhuma" sobre o assunto.
A Câmara de Évora aprovou, em dezembro último, a suspensão da concessão do fornecimento de água prestado pela empresa Águas do Centro Alentejo, alegando que não é financeiramente viável, mas, depois, a Assembleia Municipal decidiu adiar, por três meses, a votação da proposta, enquanto as duas partes renegoceiam o contrato.
"A Águas de Portugal pediu uma moratória de três meses para estudar soluções para este assunto. A Assembleia Municipal de Évora decidiu conceder essa moratória, mas, até agora, ainda não nos chegou informação nenhuma", explicou José Ernesto Oliveira.
O presidente do município disse ainda ter conhecimento de um pedido de injunção, interposto pela Águas do Centro Alentejo, em novembro do ano passado, por faturas já vencidas da empresa à Câmara de Évora.
"É uma forma legal que qualquer entidade credora pode invocar. Aguardamos também a decisão sobre o mesmo", disse o autarca, defendendo que "não compete à Câmara de Évora pronunciar-se sobre o assunto".
A Águas do Centro Alentejo escusou-se a tecer quaisquer comentários sobre o assunto, alegando estar a renegociar com a Câmara de Évora o contrato de concessão.
Na altura em que a gestão socialista apresentou a proposta de suspensão da concessão, o vice-presidente do município, Manuel Melgão, invocou razões financeiras para o abandono, mas a oposição preferiu centrar-se na questão da qualidade do serviço.
"Não são as questões financeiras que devem presidir à saída do sistema multimunicipal, mas sim a falta de qualidade do serviço prestado", argumentou o vereador comunista Eduardo Luciano, enquanto o vereador do PSD, António Dieb, frisou que "já era evidente, há bastante tempo, que o serviço não tinha a qualidade que devia ter".
A Águas do Centro Alentejo é a empresa responsável pela concessão do Sistema Multimunicipal de Abastecimento de Água e de Saneamento do Centro Alentejo, por um período de 30 anos, sendo constituída pela Águas de Portugal, pela maioria dos municípios do distrito de Évora e pela Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA).

Presidenciais/Évora: Cavaco Silva reforça votação em distrito governado por socialistas ou comunistas

24.01.11 | barak

Évora, 23 jan (Lusa) -- Cavaco Silva viu hoje reforçada a sua votação no distrito de Évora, ganhando na maioria dos concelhos (nove), atingindo os 37,63 por cento, mais cerca de seis por cento do que nas presidenciais de 2006.

Lusa - Esta notícia foi escrita nos termos do Acordo Ortográfico
22:12 Domingo, 23 de Jan de 2011
 

Évora, 23 jan (Lusa) -- Cavaco Silva viu hoje reforçada a sua votação no distrito de Évora, ganhando na maioria dos concelhos (nove), atingindo os 37,63 por cento, mais cerca de seis por cento do que nas presidenciais de 2006.

Hoje reeleito Presidente da República, Cavaco Silva venceu em nove concelhos, uns de gestão camarária comunista, outros socialista (Viana Alentejo, Évora, Estremoz, Vendas Novas, Vila Viçosa, Reguengos de Monsaraz, Mourão e Borba) além de Redondo (Independente).

Apesar de nem o PSD, nem o CDS-PP, que apoiavam a candidatura de Cavaco Silva, gerirem qualquer município do distrito, o reeleito Presidente da República subiu cerca de seis por cento, alcançando 37,63 por cento, contra 31,48 por cento em 2006.

Planeamento desportivo em discussão na UE

22.01.11 | barak

A conferência abordou políticas de desenvolvimento desportivo das regiões, das universidades, bem como os principais problemas desportivos da cidade de Évora. Para além de se compararem diferentes realidades ao nível das políticas desportivas, foi apresentado o projecto desportivo da Universidade do Minho, uma referência a nível europeu, projectando-se igualmente o que pode vir a ser desenvolvido a breve trecho na UE.

Um dos temas da conferência foi o desporto universitário. Depois de ser apresentada a estratégia da Universidade do Minho, falou-se da gestão desportiva na UE, que desde Janeiro de 2010 alterou a sua forma de administração do desporto, passando este a ser gerido pela UE/SASUE em parceria com a AAUE. Referiu-se que o grande problema do desporto universitário em Évora prende-se com a falta de instalações desportivas na cidade. Porém, Sérgio Pereira, Gestor Desportivo dos SASUE, defende que Câmara Municipal de Évora tem apostado cada vez mais no desporto para todos o que beneficia a prática desportiva na UE.

A UE e a AAUE têm feito um esforço conjunto, de forma a poderem oferecer mais e melhor desporto a toda a academia. Para isso, foi elaborado um plano de desenvolvimento estratégico desportivo e criada uma Comissão de gestão do desporto universitário de forma a salvaguardar o cumprimento do plano estratégico. Este plano técnico é um instrumento onde estão estabelecidos os princípios orientadores do desporto na UE.

Trata-se de um documento que não deve ser para uso exclusivo da UE, mas que deve envolver todos os sectores da região que de alguma forma se ligam ao desporto para que se desenvolvam parcerias no sentido de potenciar o papel das políticas desportivas, ampliando a possibilidade de aparecerem mais instalações de grande qualidade e funcionalidade e mais oportunidades de participação desportiva. Este plano pretende potenciar o desporto na UE entre 2010 e 2014.


João Barnabé | UELINE