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olharevora

Um olhar crítico/construtivo sobre a cidade de Évora

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Um olhar crítico/construtivo sobre a cidade de Évora

Comboios: ligar Évora a Badajoz arranca esta semana

24.05.10 | barak
As obras para ligar, por linha ferroviária, Évora a Badajoz começam esta semana, revelou esta segunda-feira o ministro das Obras Públicas, António Mendonça, após uma reunião com o presidente do Governo de Aragão, Marcelino Iglésias. O projecto faz parte da construção do Eixo 16, «um grande corredor que vai ligar Portugal, Espanha e França, já considerado de grande importância europeia», como explicou Marcelino Iglésias aos jornalistas. O objectivo é criar uma ligação ferroviária, em paralelo com a linha de Alta Velocidade, que vai ligar o porto de Sines ao Poceirão «e daqui a Setúbal e a Lisboa no âmbito da terceira travessia sobre o Tejo. De Poceirão seguirá a linha com ligação a Espanha, passando por Algeciras, e depois para França unindo-se com o norte da Europa», sublinhou António Mendonça. No total, serão investidos 500 milhões de euros, dos quais 180 milhões serão financiados pelo Estado português e pela Refer, e 320 milhões vêm directamente da União Europeia, como disse à AF fonte oficial do ministério. Só a ligação Évora/Elvas custa 220 milhões de euros. TGV: Governo aprova contrato Poceirão-Caia Sem querer reduzir a importância do TGV, o responsável pela pasta das Obras Públicas português explicou porque é que a linha de alta velocidade «é um eixo limitado para transportar mercadorias»: «Há mercadorias que podem requerer maior velocidade e outras não. Veja-se que um comboio de mercadorias tem 750 metros de comprimento e não pode andar a grandes velocidades». António Mendonça voltou a sublinhar a importância dos «projectos prioritários» para os governos português e espanhol, garantindo que os prazos são para cumprir. A construção deste corredor ferroviário está prevista para 2013, «ano em que está pronta a ampliação do canal do Panamá», segundo disse o governante. «Não há problemas de financiamento do TGV» Este projecto é uma valorização dos portos de Sines e de Algeciras. É preciso ter a consciência de que, caso não se faça nada, pode haver um desvio para outros portos em detrimento da nossa economia», sublinhou António Mendonça, que estará, no próximo dia 8 de Junho, em Saragoça para participar no encontro dos ministros das Obras Públicas europeus. Sobre o TGV, o ministro das Obras Públicas reiterou que «do lado espanhol nunca se mostrou a intenção de deixar de investir neste eixo estratégico», garantindo que as palavras do ministro do Fomento, José Blanco, no parlamento espanhol foram relativas aos novos projectos. Ao mesmo tempo, António Mendonça garantiu que, mesmo com a saída do BPI do leque dos investidores do TGV, «não há problemas de financiamento» do projecto, já que a maior fatia dos investimentos está garantida pelo Banco Europeu de Investimentos e pelos fundos comunitários.

Urgências de obstetrícia sem médicos necessários

21.05.10 | barak

 

Ordem diz que muitos serviços podem não estar a tratar com a mesma qualidade

Várias urgências de ginecologia e obstetrícia estão a funcionar sem o número de médicos necessário para garantir a segurança e qualidade dos serviços. A denúncia foi feita ao DN pelo bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes, e foi confirmada por vários especialistas no sector. Entre as unidades que estão sem recursos encontram-se os Hospitais de Guimarães, Beja, Évora, as duas unidades algarvias e o Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental.

Pedro Nunes refere que as atenções têm estado centradas nos hospitais privados. No entanto, frisa, "é necessário olhar para o que se passa no serviço público. Se um privado não consegue fazer um parto à noite porque não tem médicos pode fazê-lo. Mas isso não pode acontecer no público, que tem de dar resposta a todas as solicitações", avança.

Há dois critérios distintos de acordo com a dimensão das unidades. Os hospitais maiores, que dão apoio perinatal diferenciado a recém-nascidos com menos de 34 semanas - e que têm de ter área de neonatologia - têm de ter pelo menos cinco médicos na urgência, dos quais dois podem ser internos. Habitualmente, estas unidades fazem mais de 2500 partos por ano. Os mais pequenos, que deviam fazer 1500 no mínimo, têm de possuir pelo menos três médicos escalados (um deles em formação).

João Saraiva, médico do Garcia de Orta e membro do colégio da Ordem nesta especialidade explica quais as consequências por não se cumprir este limite. "Se definimos a existência de três ou cinco médicos é porque estamos a contar que eles se substituam. Um deles pode estar em cirurgia e o outro tem de dar resposta aos casos que aparecem nas urgências e às mulheres que estão internadas", avança. Só no Garcia de Orta, há entre 90 a cem mulheres no internamento, a que se junta uma média de 55 urgências diárias.

Quando há complicações no parto, que surgem em 30% dos casos de gravidez normal, tem de ser o médico a resolvê-las: casos de uso de fórceps, ventosas e cesarianas, bem como complicações ginecológicas como abcessos, gravidezes ectópicas (fora do útero) podem ocorrer em várias mulheres em simultâneo. "Se não houver médicos, temos de escolher as prioritárias", avança. E Pedro Nunes acrescenta: "Mandar para outros hospitais pode ser impossível, porque também faltam recursos nos restantes hospitais".

Luís Graça, director do serviço de ginecologia do Hospital de Santa Maria e ex-presidente do colégio da especialidade da Ordem, aponta vários casos de incumprimento. "São muitos os casos em que não há médicos suficientes, mesmo quando os substituem por tarefeiros".

E deu exemplos: "dentro dos mais diferenciados, sabemos agora que o São Francisco Xavier e o Garcia de Orta (ver caixa) não têm médicos suficientes", refere. O médico refere ainda os exemplos de outras unidades com falta de recursos: "Torres Vedras, Vila Franca de Xira, Castelo Branco, Guarda ou Covilhã". Regiões de interior, como o Alentejo, sentem essas perdas . Em Évora, por exemplo, fonte da unidade disse que estavam dois médicos escalados. O terceiro estava de prevenção. Em Guimarães, estava ontem uma especialista e uma interna ao serviço.

Só em Lisboa há 10 a 12 blocos de partos públicos, a que se juntam vários privados. "Não faz sentido e não é só por uma questão de desperdício de recursos. Não há médicos para todas as unidades e ainda estão previstas aberturas como a de Loures. Só em 2017 vamos ter os médicos necessários", frisa Luís Graça. O Ministério refere que o mapa de fechos ficou concluído. Mas, com a redução da natalidade, "pode ser estudada uma eventual concentração, se se justificar".

Évora: Mostra sobre Convento do Calvário e fundação do Convento do Louriçal

21.05.10 | barak

A Biblioteca Pública de Évora apresenta a partir de hoje uma exposição comemorativa dos 300 anos da Fundação do Mosteiro do Louriçal, o único Mosteiro Histórico da Ordem Clareana em Portugal Continental que continua a ser habitado no século XXI.
A fundação do mosteiro está ligada à cidade de Évora, uma vez que foi do Convento do Calvário, em Évora, que partiu o núcleo de religiosas que fundou o Mosteiro do Louriçal.
Nesta exposição, através de documentos e fotografias provenientes do espólio da Biblioteca Pública, do Arquivo Distrital e do Arquivo Fotográfico da Câmara de Évora, aborda-se a história e o caminho percorrido pelas Clarissas de Évora até ao Louriçal, no concelho de Pombal.
A exposição vai estar patente ao público até dia 25 de junho.

Os Pontos Negros apresentam novo álbum em Évora, Lisboa e Porto

21.05.10 | barak

A banda portuguesa Os Pontos Negros vai apresentar o seu mais recente trabalho discográfico, “Pequeno Almoço Continental”, em três concertos.

O quarteto oriundo de Queluz vai estar no dia 27 de Maio em Évora, actuando no dia seguinte no Cinema São Jorge, em Lisboa. No dia 28 de Maio vai apresentar o seu disco no Porto, no bar Plano B.

Recorde-se que, no domingo passado, os Pontos Negros apresentaram o seu novo disco no terraço do Bairro Alto Hotel, através de um showcase de 20 minutos, transmitido em directo para o facebook da banda e da Universal, onde os artistas estão agenciados.

Ao comprar o disco dos Pontos Negros nas lojas FNAC, é possível ganhar entradas para os espectáculos de Lisboa e Porto.

Temperaturas baixam durante fim-de-semana

21.05.10 | barak

O Instituto de Meteorologia prevê que as temperaturas baixem, durante sábado e domingo, cerca de dez graus. Há mesmo condições favoráveis à ocorrência de trovoadas no domingo e o regresso dos aguaceiros no início da próxima semana.

Entretanto, esta sexta-feira, mantêm as temperaturas elevadas. O distrito de Leiria é o mais quente, com um máximo de 34º, seguindo-se o de Beja, com 33º, e os distritos de Évora e Braga, com 32º. Os restantes não devem ultrapassar os 31º.

Évora: Agentes culturais acusam município de atrasos nos apoios e reivindicam estratégia "transparente"

21.05.10 | barak

Treze agentes culturais de Évora acusaram o município de atrasos no pagamento dos apoios camarários referentes a 2009 e reivindicaram a definição de uma estratégia cultural "transparente" para a cidade.
O presidente da Câmara de Évora, José Ernesto Oliveira, limitou-se a dizer que os subscritores do manifesto "têm conhecimento completo e total da situação da Câmara", que "atravessa dificuldades financeiras que são as mesmas do país".
Num manifesto divulgado ontem, a Plataforma pela Cultura em Évora, cujos signatários "contribuíram no ano passado para mais de 60 por cento da agenda cultural do concelho", alega que, em 2009, "os compromissos da Câmara de Évora ainda estão, na generalidade, por cumprir".
"Os agentes culturais assinalam um valor na ordem dos 200 mil euros em atraso, o que, além de os colocar, em muitos casos, na posição de devedores, compromete também, não só a sua atividade regular, como a possibilidade de assumirem novos compromissos", pode ler-se no documento.
De acordo com os subscritores do manifesto, entre as quais o Centro Dramático de Évora (CENDREV), o Eborae Mvsica e a Companhia de Dança Contemporânea de Évora, "há parcerias em curso e candidaturas que envolvem os serviços do Ministério da Cultura, para os quais o financiamento da Câmara de Évora é condição necessária".
"Dada a importância destes agentes na programação da cidade, é a oferta cultural de Évora que está posta em causa. E, consequentemente, é a própria qualidade de vida da comunidade que é irremediavelmente alterada", alertam.
Decorridos quase cinco meses de 2010, a Plataforma pela Cultura em Évora considera que "o município mantém o atual quadro de indefinição relativamente à sua relação com os agentes culturais", situação que perturba o normal funcionamento dos agentes culturais.
"Reivindicamos a definição de uma estratégia de intervenção devidamente transparente que garanta a salvaguarda da oferta cultural da cidade e o cumprimento dos compromissos previamente assumidos", escrevem os agentes culturais no manifesto.

M’ar de Ar lança “Évora é muito bom”

19.05.10 | barak

Os Hotéis M’ar de Ar lançaram o programa short-break “Évora é Muito Bom!”. O pacote inclui duas noites de alojamento no M’ar de Ar Aqueduto – Historic Design Hotel & SPA ou no M’ar de Ar Muralhas – Timeless Charm Hotel, com pequeno-almoço, e uma refeição para duas pessoas num dos restaurantes dos hotéis M’ar de Ar por 166 euros na primeira opção e 118 euros na segunda.
Este pacote pode ser estendido para três noites e inclui um tratamento de trinta minutos para duas pessoas no SPA Aqueduto by Masage por 249 euros ou na opção de quatro noites a partir de 236 euros.
Esta campanha é válida até 31 de Outubro para reservas com antecedência mínima de 48 horas em relação à data de chegada pretendida.

260 milhões de euros para linha temporária do TGV

19.05.10 | barak

O contrato de concessão do TGV entre Poceirão-Caia inclui também a construção de uma linha paralela em bitola ibérica entre Évora e Caia, só para mercadorias, cujo valor será de 260 milhões de euros, e que só terá serventia até à data de ligação ao TGV espanhol.

Apesar do travão anunciado pelo Governo para as grandes obras públicas, há um projecto que se mantém - a construção da linha ferroviária de alta velocidade Poceirão/Caia. Embora com atrasos do lado português, a terceira travessia do Tejo não está assegurada, e há atrasos do lado espanhol.

A somar a estas contingências, o contrato de concessão já assinado (8 de Maio de 2010) inclui a construção e manutenção das infra-estruturas ferroviárias do troço Poceirão-Caia por 40 anos, e também o troço Évora-Caia da linha convencional (bitola ibérica) de mercadorias, cujo custo ascende a 260 milhões de euros.

Esta terceira linha (TGV tem linha em dois sentidos) tem sido alvo de críticas por vários especialistas, uma vez que o projecto do TGV é em linha mista (passageiros e mercadorias) e que a linha convencional de mercadorias agora a construir poderá ser alterada para a bitola europeia ou simplesmente desactivada, quando do lado espanhol estiver concluído o troço de TGV Madrid/Caia.

Os especialistas frisam ainda que actualmente existe uma linha convencional que permite fazer o transporte de mercadorias para Espanha, defendendo que a solução seria construir desde o início a ligação Poceirão/Sines em bitola europeia.

Estes cenários não escaparam ao PSD, que hoje irá informar o ministro das Obras Públicas, durante uma audição na Comissão das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, da Assembleia da República, da sua intenção de apresentar no Parlamento um projecto de resolução com o objectivo de adiarem a construção do troço Poceirão/Caia por um período nunca inferior a três anos.

Ao que o JN apurou, Adriano Rafael, deputado do PSD e membro da Comissão, vai exigir do ministro algumas explicações sobre o contrato de concessão já assinado. Entre elas, por que razão avançaram já "quando se conhecia o atraso do lado espanhol, desde a vinda a Portugal do ministro do Fomento, em Novembro de 2009, quando afirmou até Março de 2012 o itinerário Badajoz/Madrid estaria em construção, o que pressupõe um atraso de dois anos, e depois de anular o troço Poceirão/Lisboa". Outra questão a colocar pelo PSD prende-se com a construção da tal terceira linha em bitola ibérica, "com travessas polivalentes para mudar para a bitola europeia".

Museu Nacional da Música muda-se para Évora até 2014

19.05.10 | barak

O secretário de Estado da Cultura anunciou que as instalações do Museu Nacional da Música, agora na estação do Alto dos Moinhos do Metro de Lisboa, vão passar para o Convento de São Bento de Cástris, em Évora.

Elísio Summavielle explicou, durante uma deslocação ao Museu Rainha D. Leonor/ Museu Regional de Beja, esta terça-feira, que aquele equipamento está a funciona «em instalações do Metro de Lisboa, com um contrato precário e onde nunca teve oportunidade, à semelhança de outros museus nacionais, de mostrar o seu acervo».

O processo demorará quatro anos. A transferência será feita de forma faseada, escreve o Público, que dá a notícia. A directora regional da Cultura do Alentejo considera que esta é «uma grande oportunidade que não pode ser desperdiçada, exigindo-se, por isso, um esforço de todos para que ela se realize», cita o mesmo jornal.

A decisão é «uma vitória», mas Aurora Carapinha sublinhou que o Convento de São Bento de Cástris necessita de obras. «Todos nós sabemos que o monumento está devoluto», disse. É o mais antigo mosteiro feminino a sul do país. O MNM está a instalado na estação do Alto dos Moinhos desde 1994.

Teatro das Beiras apresenta «A Neve» em Évora e Braga

19.05.10 | barak

O Teatro das Beiras vai levar o espectáculo «A Neve», escrito a partir de contos de Vergílio Ferreira, a Évora e a Braga, dias 25 e 28 de Maio, respectivamente.

O público poderá contar com sessões no Teatro Garcia Resende, em Évora, às 15:00 horas (sessão para as escolas) e às 21:30 (público em geral).

Dia 28 de Maio, o espectáculo será apresentado no Theatro Circo, em Braga, com uma sessão dedicada às escolas às 15:00 e outra às 21:30 para o público em geral.

A história é elaborada a partir de cinco contos de Vergílio Ferreira: «O Encontro», «A Palavra Mágica», «A Fonte», «A Galinha» e «A Estrela», segundo o teatro.

São histórias que, interligadas, revelam um humor triste e alguma nostalgia em relação à condição humana. Memórias de um tempo, que não foi assim há tanto tempo, em que o coração dos homens era frio como a neve.

A adaptação, dramaturgia e encenação estão a cargo de José Carretas. A interpretação é de Fernando Landeira, Pedro Damião, Pedro da Silva, Rui Raposo Costa, Sónia Botelho e Teresa Baguinho.