Sexta-feira, 13 de Julho de 2012

Quase 3500 escolas do primeiro ciclo desactivadas nos últimos cinco anos

O número de escolas do primeiro ciclo baixou de 6.050 no ano letivo de 2005/2006, no continente, para 2.569 no ano letivo de 2010/2011, tendo sido desativados um total de 3.481 estabelecimentos em cinco anos, segundo dados do Ministério da Educação.

Ao longo dos anos, também abriram 332 novos centros escolares, num esforço de concentração de alunos que acabou por prejudicar as escolas isoladas. Os distritos de Viseu e Vila Real foram aqueles em que mais estabelecimentos de ensino do primeiro ciclo encerraram, 433 no primeiro caso e 381 no segundo, enquanto os de Portalegre (menos 30), Évora (menos 38) e Beja (menos 66), já de si com menos escolas primárias, foram os que menos estabelecimentos perderam.

A reorganização da rede escolar teve o seu grande impulso com a então ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues (2005/2009), que determinou o encerramento das escolas com menos de 10 alunos e apoiou a construção de centros escolares integrados.

Em 2010, a decisão de encerrar escolas foi alargada aos estabelecimentos com menos de 21 alunos, decisão que se mantém, tendo sido anunciado em 2011 o fecho de mais 297 estabelecimentos.

Com o encerramento das velhas escolas, os alunos têm sido transferidos ou para outras com melhores condições ou para os modernos centros escolares que têm vindo a ser construídos desde o ano letivo de 2005/2006.

Desde então, foram construídos no país um total de 232 centros escolares, tendo a grande maioria começado a funcionar no ano letivo de 2010/2011, segundo os dados do Ministério da Educação – três em 2005/2006, dois 2006/2007, oito 2007/2008, oito 2008/2009, 37 em 2009/2010, 118 em 2010/2011 e 56 em 2011/2012.

Em cinco anos, o distrito de Aveiro perdeu 233 escolas do primeiro ciclo, com Arouca a registar a maior perda, passando de 42 estabelecimentos em 2005/2006 para 12 em 2010/2011 (menos 30).

Odemira foi o concelho do distrito de Beja a ter mais escolas encerradas, passando de 21 em 2005/2006 para oito em 2010/2011 (menos 13), num distrito que reduziu um total de 66 estabelecimentos (de 106 para 40).

O distrito de Braga perdeu 236 escolas primárias, sendo Celorico de Basto o concelho que mais escolas viu encerrar (28), passando de 33 para cinco.

Em Bragança encerraram 271 escolas, tendo Macedo de Cavaleiros passado de 46 estabelecimentos de primeiro ciclo para dois (menos 44).

O distrito de Castelo Branco assistiu ao encerramento de 105 escolas do primeiro ciclo, tendo a Covilhã perdido 23 (de 36 passou para 13).

Já em Coimbra encerraram um total de 200 escolas, tendo a sede do distrito ficado com menos 22 escolas do primeiro ciclo (de 87 ficou com 65).

No distrito de Évora encerraram 38 escolas, tendo o Alandroal sido o concelho que mais estabelecimentos perdeu (de nove manteve apenas um).

No distrito de Faro fecharam 108 escolas, com Loulé a perder 22 estabelecimentos do primeiro ciclo (de 35 para 13).

Na Guarda, foram 237, 38 das quais na sede do distrito, enquanto em Leiria encerraram 190 (só Pombal perdeu 46) e Lisboa perdeu 268 (com o concelho de Lisboa a liderar as perdas, com menos 60).

Em Portalegre fecharam 30 escolas, com o distrito a ficar com apenas 18 escolas do primeiro ciclo (só o concelho de Portalegre passou de 13 para uma), no Porto foram 211 (Amarante foi o concelho que mais escolas perdeu – 31), e em Santarém encerraram um total de 239 (Ourém perdeu 50).

O distrito de Setúbal assistiu ao encerramento de 58 escolas, em Viana do Castelo fecharam 156, enquanto nos distritos de Vila Real e Viseu foram 381 e 433, respetivamente, com Chaves a assistir ao encerramento de 64 escolas primárias e Castro Daire ao de 43.

Neste período de tempo, Paços de Ferreira foi o concelho do país que mais centros escolares abriu (um total de 12), seguindo-se Penafiel e Felgueiras (oito cada).

publicado por barak às 16:18
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