Quinta-feira, 3 de Novembro de 2011

Não podemos permitir a contínua destruição da cultura em Évora | Clara Grácio | Semanário Registo, 3/11/2011

Não podemos permitir a contínua destruição da cultura em Évora

 

A política cultural deve ser um importante factor de inclusão social, sem o qual a redução de desigualdades não é possível, e não um dos factores de condicionamento ideológico.

 

Como diz Barata Moura, “Um povo culto, realmente culto, não sofrerá sem combate a persistência pegajosa de formas pobres de afirmação cidadã, até porque do cultivo da sua humanidade faz certamente parte um enriquecimento das suas exigências cívicas de emancipação”

 

Actualmente, no nosso pais o filme está a ser passado ao contrário, e é de  má qualidade.

Com trinta anos de política de direita em Portugal, a cargo da troika PS, PSD e CDS, o Estado cada vez se afasta mais das suas responsabilidades no âmbito da cultura, estabelecidas na nossa Constituição, que determinam a manutenção e investimento dum Serviço Público Nacional de Arte e Cultura.

 

Este grave contexto nacional ainda atinge tonalidades mais negras em Évora com a política desastrosa, por parte do executivo camarário do PS, asfixiando os agentes culturais locais.

 

Quem não reconhecia, há 15, 20 anos, Évora como Cidade de Cultura e onde está essa cidade, e quem a não (re)conhece agora.

Como cidadã desta cidade, como público, sinto que a situação actual em Évora é tristemente inaceitável.

 

Como é possível, num indigno concurso para atribuição de verbas por parte do executivo camarário PS, que todos os agentes culturais, tenham uma classificação no máximo, sufrível, e na esmagadora maioria, negativa?

Na verdade, indirectamente, através desse concurso,  o executivo PS está a classificar da mesma forma o público eborense. Sinto-me verdadeiramente insultada.

 

Um dos exemplos gritantes desta situação é a forma vergonhosa como tanto os responsáveis da cultura nacionais como os responsáveis locais, do executivo camarário PS, se comportam relativamente a um dos importantes agentes culturais de Évora, o CENDREV.

 

Quando uma cidade, um concelho, uma região, um pais põe em risco a sobrevivência duma companhia teatral como o CENDREV, algo vai muito mal por estas bandas.

Destruir esta companhia é destruir um dos pilares da identidade cultural do concelho, da região, do pais.

 

Não podemos permitir tal situação, e não vamos permitir tal situação!  

 

Clara Grácio – Professora na Universidade de Évora

publicado por barak às 14:05
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