Quinta-feira, 21 de Outubro de 2010

Apesar… | Registo de 20 de Outubro de 2010 | Eduardo Luciano‏

Apesar ...

 

Ontem começou o Festival Internacional de Curtas Metragens de Évora (FIKE). É a nona edição e aquela que se realiza com mais dificuldades.

 

Na jornada de arranque deste importante festival, João Paulo Macedo, líder do projecto, fez um discurso onde o entusiasmo pelo cinema e pela intervenção cultural se cruzou com uma indisfarçável amargura.

 

Foi um discurso de incompreensão perante a atitude do Município de não cumprir a tempo e horas as obrigações que assumiu de livre vontade, e com uma justa crítica ao abandono da cultura como imagem de marca da cidade património da humanidade.

 

Perante convidados e participantes e onde a ausência do Presidente da Câmara ou da responsável pelo pelouro foi nota de destaque, o responsável pelo FIKE afirmou que esta edição se realiza apesar da Câmara Municipal.

 

Esta parece ser mais uma marca que fica, no divórcio entre os agentes culturais e os responsáveis pela ausência de uma verdadeira política cultural para a Cidade.

 

Passado aquele momento de justa crítica, é altura de assistir ao festival de cinema, aplaudir ou patear os filmes a concurso, aproveitar esta semana em que há oferta cultural, ainda que reduzida ao mínimo pelas dificuldades financeiras, para usufruir da Cidade que a tudo parece resistir.

 

Mérito seja dado aos agentes culturais que continuam a acreditar que vale a pena investir numa actividade que consideram essencial e diferencia Évora no panorama nacional.

 

Soubemos esta semana que o “Trulé - Investigação de Formas Animadas” ganhou o prémio Golden Magnolia Arts Innovation, atribuído no âmbito 2nd Golden Magnolia Shanghai International Puppets Festival and Competition.

 

A distinção premeia Manuel Dias pelo seu trabalho inovador, que tem levado o nome de Évora por esse mundo fora, prestigiando-o. 

 

 

 

 

Há razões e motivos fortes para nos sentirmos confiantes e orgulhosos naquilo que se vai fazendo em Évora ao nível da intervenção cultural e que faz mais pela divulgação da cidade e da região que qualquer plano de “marketing territorial” pago a peso de ouro.

 

E as razões da confiança e de orgulho aumentam, se imaginarmos que tudo isto é conseguido apesar das “incompreensões” de quem exerce o poder na Praça de Sertório, perante a evidência que a cultura terá que ser um elemento estruturante na afirmação deste território como espaço atractivo para viver. Para viver bem.

 

 

 

Eduardo Luciano

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por barak às 13:32
link do post | comentar | favorito

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Setembro 2014

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30

.posts recentes

. Se eu fosse presidente da...

. Évora: Pais e alunos cont...

. Paulo Macedo garante anal...

. Polémica: Autarca de Évo...

. M'ar de arAqueduto. Uma e...

. Requalificação do IP8 e I...

. Évora renegociou contrato...

. Alentejo tem novo canal d...

. Évora: Embraer amplia áre...

. FAM - PCP culpa PS por mu...

.arquivos

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Janeiro 2014

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

.tags

. todas as tags

blogs SAPO

.subscrever feeds