Quarta-feira, 3 de Setembro de 2014

M'ar de arAqueduto. Uma espécie de Caraíbas sem areia nem água

Por Miguel Branco

 

No centro histórico de Évora há um retiro de excelência para tempos em que o relógio é a última variável a ter em conta. Miguel Branco foi a todas, das iguarias regionais no Degust’AR à massagem no SPA. Mais uns dias e habituava-se a isto

Subitamente, a vida parece fácil e o mundo é um espanto. Isto, claro está, do lado de dentro do hotel M'AR de AR Aqueduto, em pleno centro histórico de Évora. Sobretudo depois de uma sexta-feira em que o trânsito de Lisboa para o sul resultou numa chegada tardia, entrar nas paredes do antigo Palácio dos Sepúlveda é um fôlego de tranquilidade e requinte. Do edifício quinhentista o hotel mantém a fachada principal, uma capela, os tectos em abóbada em certas áreas e três janelas manuelinas. Tudo está arrumado ao detalhe, num confronto entre o presente e o passado. Em resumo: o paraíso existe e não está assim tão longe.

O Degust'AR conta com a assinatura do Chefe António Nobre, e é detentor de uma cozinha que tem tanto de cuidado como de qualidade, numa espécie de fusão entre o mediterrânico e os produtos tradicionais alentejanos e eborenses - que, no fundo, são as grandes estrelas da companhia. A estadia, num dos dois quartos SPA, que se situam no piso -1, e que estão integrados nos 220m2 de área do SPA. A cama é perigosa ao ponto de não aconselharmos sestas porque é bem provável que só acorde no dia a seguir. O terraço com vista para um jardim de laranjeiras e duas espreguiçadeiras espaçosas é perfeito para um lanche ao final da tarde, ou para uma leitura matinal. E, o melhor de tudo, é que o amplo quarto conta com uma banheira circular de hidromassagem, ou seja, é como estar no SPA sem sair do seu quarto e ninguém a incomodá-lo. Apetece dizer: "O que é que quer mais?".

Era sexta-feira, mas no Degust'AR nunca é tarde para jantar, que é como quem diz que às 22h30 a coisa ainda se arranja, e de que maneira. Portanto é largar as malas - não sem antes ficar pasmado com a descrição do quarto que já fizemos anteriormente - e sentar à mesa para dar ao dente. O couvert depressa indica que aqui nada é ao acaso. Azeitonas marinadas, variedades de pão alentejano, azeite virgem e manteigas aromatizadas (3€). A falha maior de quem escreve estas páginas é não ser apreciador de vinho - a cara de desilusão de uma das empregadas de mesa do Degust'AR quando dissemos "pode ser antes cerveja", deixou-nos cabisbaixo. Mal sabia a simpática senhora o que estava para vir, é que a esquisitice só nos apanha nas bebidas.

Esfregámos as mãos, colocamos o guardanapo no colo e cá vai disto, uma ofensiva com classe e estilo como qualquer bom garfo que vê chegar à sua mesa Cogumelos Frescos à Desgut'AR (trabalhados com vinho e orégãos, 8€), Queijo de Évora gratinado com azeite e orégãos (um manjar dos deuses alentejanos, 7,50€) É certo que foi a dividir por dois, mas já dá um belo avanço para o que se segue - sobretudo quando a outra pessoa à mesa é uma rapariga com bom paladar mas estômago curto. O couvert e as entradas foram apenas a primeira parte do patrão desta ementa: o menu Degustação. O prato de peixe não deu hipótese a nada do que se seguiu. O robalo do mar corado em azeite e alho com puré de aipo e legumes grelhados (20€) desfaz-se na boca como se de uma mousse se tratasse. O naco de lombo de novilho com crosta de farinheira, ragoût de batata com cogumelos frescos, folhas de espinafres e castanhas confitadas (19€) estava um mimo, mas não abafou o nosso querido robalo. Terminámos em grande com a sericá com ameixa d'Elvas (6€) e com a Encharcada do Convento de Sta. Clara (5,50€).

Não falar mais de comida. É esta a nossa proposta para o que resta do artigo - até aqui tinha que ser. No dia seguinte o dia começa com a certeza que fazemos parte da realeza para dormir numa suite destas. Combinámos com o Dr. Luís Marcão, Director do grupo M'AR De AR Hotels, às 11h para espreitar os cantos à casa. Quantos mais quartos víamos - Clássico, Superior e Suite - mais entendíamos que o Quarto SPA, onde ficámos alojados, é o topo disto tudo. A volta de reconhecimento passou ainda pelo B'AR Aqueduto, onde mais à noite bebemos um gin para dormir mais descansados, pelas salas de reunião de enorme dimensão e com capacidade para receber conferências, colóquios, tudo.

Mais do que o luxo, o M'AR de AR Aqueduto é o conforto. Algo que comprovamos na relaxada tarde que passámos na piscina do hotel, encravada entre jardins e com vista para o Aqueduto da Água de Prata.

Antes disso, houve ainda tempo para conhecer o outro hotel do grupo, o M'AR de AR Muralhas, situado junto às muralhas da cidade, como o nome indica. Não tem as cinco estrelas do seu irmão - tem "apenas" quatro - mas é belo como tudo, com a piscina num jardim que assume a forma de uma espécie de vale com as muralhas em plano de fundo. Troca o rústico pelo moderno, é um recanto de charme - outro - no centro de Évora.

No dia seguinte é dia de partida. Chamem alguém com força para nos expulsar do quarto, daqui não saímos, daqui ninguém nos tira. Quem nos dera.

publicado por barak às 00:33
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Requalificação do IP8 e IP2 foi anunciado para Julho mas ainda não começou

No final de Maio e na sequência das negociações entre a Sociedade Portuguesa de Exploração Rodoviária (SPER), que detém a subconcessão rodoviária do Baixo Alentejo, e a concessionária Estradas de Portugal (EP) foi anunciado que “algumas obras” que estão paradas desde 2011 seriam retomadas em Julho.

Aproxima-se o final de Agosto e a garantia dada não está a ser cumprida. O PÚBLICO percorreu os traçados do IP8 entre Santa Margarida do Sado e Beja e do IP2 entre Castro Verde e São Manços/Évora e não observou qualquer movimento de máquinas ou a presença de quaisquer trabalhadores.

No caso do troço do IP8 entre Vila Nova de Santo André e Sines, o presidente da Câmara de Santiago do Cacém, Álvaro Beijinha, queixou-se recentemente das “parcas” condições de segurança de um conjunto de infra-estruturas que estão “abandonadas e a degradarem-se” na estrada onde as obras foram suspensas e do “elevado tráfego diário” que se verifica na via que está em serviço.

As preocupações acerca das condições de segurança são igualmente partilhadas pelo presidente da Câmara de Castro Verde, Francisco Duarte. O autarca salienta que as estradas existentes “não têm condições de circulação normal”. E deixa um alerta: se as obras no pavimento do IP2 não arrancarem rapidamente e se o próximo inverno for rigoroso, a estrada actual “torna-se intransitável”.

O deputado do PCP João Ramos reforça as críticas dos autarcas lembrando que, em Março de 2013, representantes da EP assumiram perante a Comissão de Economia e Obras Públicas da Assembleia da República que, até ao final desse mês, as autarquias da região e a Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo “teriam um acordo de renegociação da concessão com a subconcessionária e haveria condições de avançar com as obras”. 

Uma garantia semelhante foi dada em Maio deste ano, mas o arranque dos trabalhos “ está por concretizar” disse ao PÚBLICO o deputado comunista, revelando que já endereçou à presidente da Assembleia da República um requerimento em que pergunta ao Governo para “quando está prevista a conclusão dos diferentes troços”.

Em resposta a perguntas do PÚBLICO, a EP, sem indicar qualquer data para o reinício dos trabalhos, diz que o “novo acordo” com a SPER estabelece que os pagamentos a fazer à subconcessionária ao longo de um período de 25 anos terão “início apenas em 2015 e após a conclusão das obras”. 

A EP acrescenta que “tudo tem sido feito” para que o projecto, “agora mais adequado à realidade e necessidades da região e do país, seja concretizado” permitindo “poupanças estimadas, a preços correntes de 944 milhões de euros, cerca de 50% do total previsto” para a requalificação dos traçados do IP8 e IP2.

publicado por barak às 00:29
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Évora renegociou contrato com TREVO

A autarquia de Évora renegociou o contrato de concessão dos transportes públicos da cidade (TREVO), com o objetivo de reduzir os encargos mensais que o município tinha com os transportes. Desta forma, a autarquia conseguiu poupar no total, cerca de 2,5 milhões de euros, reduzindo para menos de metade a fatura mensal anteriormente paga. 
Carlos Pinto de Sá, presidente da Câmara Municipal de Évora, afirma que "conseguimos um acordo que é positivo, tendo reduzido a fatura para menos de metade, uma vez que passamos a pagar 35 mil euros por mês. O serviço público mantém-se, mas as carreiras em vez de passarem pela mesma paragem de sete em sete minutos passam de 15 em 15 minutos. Acabámos com as carreiras com menos de 40 utentes por ano".
por: Miguel Ribeiro Pedras
publicado por barak às 00:26
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Alentejo tem novo canal de televisão na Internet

Um novo canal de televisão na Internet, intitulada Televisão do Sul (TDS), começou esta segunda-feira, 1, a ser produzido em Évora, prometendo “mostrar o Alentejo ao Mundo”.
Segundo os promotores, a TDS, cujos conteúdos estão disponíveis em www.televisaodosul.pt, é um novo espaço de informação da região que visa acompanhar a actualidade regional.
Diariamente, a informação do Alentejo é contada em jornais informativos com som e imagem, assim como em reportagens sobre a região, revelam os responsáveis.
A nova web tv é propriedade da empresa Diálogo Hábil - Informação, Comunicação e Publicidade.

publicado por barak às 00:20
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Évora: Embraer amplia área industrial para novo programa de aviação

A construtora aeronáutica brasileira Embraer está a ampliar, desde finais de agosto, a área industrial coberta da sua fábrica de estruturas metálicas de Évora.

Esta necessidade, segundo a empresa, surge após o acordo com a casa-mãe, no Brasil, para a participação da empresa de Évora no novo programa de aviação comercial, o Embraer E-Jets E2.

A fábrica de estruturas metálicas vai passar de 37.100 para 38.700 metros quadrados.

Depois do Embraer Legacy 450/500 e do KC-390, a Embraer Estruturas Metálicas concretiza assim nova oportunidade de diversificação da sua atividade, mais uma vez integrada na estratégia de desenvolvimento de novos produtos da construtora brasileira.

publicado por barak às 00:14
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FAM - PCP culpa PS por municípios de Évora recorrerem ao fundo de apoio

"Os municípios do distrito que se veem obrigados ou quase obrigados a recorrer ao FAM são todos da responsabilidade da gestão ruinosa feita pelo PS, embora dois sejam hoje de gestão CDU", afirmou a estrutura comunista, em comunicado enviado à agência Lusa.

 Direção da Organização Regional de Évora (DOREV) do PCP referiu que, no distrito, existem "dois municípios que são obrigados, contra a sua vontade, a recorrer ao FAM", além de outros três, "numa opção falsamente facultativa", por terem "uma dívida superior a 2,25 vezes a média da receita corrente dos últimos três anos".

"A entrada em vigor do FAM significa a retirada só à população do distrito de Évora de mais de sete milhões de euros para o fundo de resgate às autarquias" mais endividadas, alertou a DOREV do PCP.

A estrutura comunista considerou que o fundo "não vai resolver nenhum problema aos municípios, antes vai agravar, ainda mais, a sua situação financeira", e alertou que "vão surgir despedimentos de muitos trabalhadores, medida imposta pela referida lei".

"Os municípios estão perante um novo instrumento de roubo dos recursos da administração local, constituindo um novo confronto com a Constituição da República enquanto elemento contra a autonomia do Poder Local", criticaram.

A Câmara de Alandroal, no distrito de Évora, é uma das que vai ser obrigada a recorrer ao FAM por se encontrar "em rutura financeira", com um passivo de "mais de 30 milhões de euros", disse à Lusa a presidente do município, Mariana Chilra.

O Governo estima que 19 municípios sejam obrigados a aderir ao FAM, novo mecanismo de regularização financeira que será facultativo para outras 23 autarquias.

A lei 53/2014, já publicada em Diário da República, estabelece as condições para a recuperação financeira dos municípios, prevendo-se casos de "recurso obrigatório" e situações de "recurso facultativo" ao FAM.

O capital social do FAM é de 650 milhões de euros, a subscrever em 50% pelo Estado e na restante metade por todos os municípios e que terá de ser realizado no prazo máximo de sete anos, com início em 2015, assegurando o Estado desde já o apoio aos municípios em situação mais crítica.

publicado por barak às 00:12
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