Sexta-feira, 30 de Abril de 2010

Fim da greve dos trabalhadores da Kemet Electronics de Évora

O delegado sindical Hugo Fernandes adiantou à Agência Lusa que os trabalhadores foram recebidos esta manhã na delegação de Évora da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), que "prometeu acompanhar a situação" na empresa.

"A ACT explicou-nos que estava a iniciar o processo para notificar a empresa sobre os nossos direitos e ficou de marcar uma nova reunião para nos dar a conhecer os resultados do apuramento que fizeram", disse o sindicalista.

Os trabalhadores da unidade alentejana iniciaram quinta feira uma greve parcial de dois dias, com a paralisação nas primeiras quatro horas de cada turno, para exigir aumentos salariais e a atribuição de 22 dias úteis de férias.

Exigem também que os apoios financeiros do Estado e da Câmara de Évora sejam suspensos até que a administração da empresa garanta a manutenção da fábrica em Portugal e se comprometa a respeitar a lei e os direitos dos trabalhadores.

Num comunicado publicado esta sexta-feira num jornal local, a administração da Kemet Electronics anunciou o regresso do trabalho por turnos, a partir de sábado, e os aumentos salariais até 3%, com base no desempenho, a partir de julho.

No documento, a unidade fabril explicou que produz "apenas cerca de 50% do volume que apresentava em igual período de 2008", o que obrigou a empresa a adotar medidas de contenção, entre as quais a interrupção da laboração por turnos rotativos.

A administração da multinacional norte-americana Kemet Electronics de Évora adiantou que atualmente tem "a possibilidade de consolidar a recuperação da sua actividades, embora de forma parcial, e aceitar desafios de novos volumes e produtos".

Hugo Fernandes, do Sindicato das Indústrias Elétricas do Sul e Ilhas (SIESI), defendeu que todos os trabalhadores da empresa devem ser abrangidos pelas medidas anunciadas hoje pela administração da fábrica de Évora.

"Cerca de 240 trabalhadores da fábrica estão interessadas em fazer turnos e uma das nossas propostas era criar um sistema rotativo de três meses", disse, lamentando que a empresa não diga se a medida vai abranger todos os trabalhadores ou não.

Sobre os aumentos salariais propostos pela Kemet Electronics, o sindicalista lembrou que "há três anos que não há aumentos", pelo que este ano "todos os trabalhadores deveriam ser aumentados".

"Nós sabemos como funciona a avaliação de desempenho, quando há uma série de pessoas castigadas por reclamarem direitos", afirmou, temendo que alguns trabalhadores continuem sem aumento salarial.

Com quase 400 operários, a fábrica de Évora da multinacional norte-americana Kemet Electronics produz condensadores de tântalo, componentes utilizados na produção de telemóveis e em equipamentos eletrónicos para a indústria automóvel.

(Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico)

Lusa

publicado por barak às 19:36
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Quinta-feira, 29 de Abril de 2010

Câmara de Évora cria Cartão de Utente das Piscinas Municipais

A Câmara de Évora anunciou hoje que vai implementar este ano, durante a época balnear de verão, o Cartão de Utente das Piscinas Municipais, cujo objetivo é proporcionar uma série de benefícios aos seus utilizadores. A novidade, destinada exclusivamente aos residentes do concelho, significará a redução de preços na aquisição de ingressos para este complexo desportivo. Os munícipes até aos 10 anos não pagam e dos 11 aos 17 terão de adquirir um ingresso no valor de 2,10 euros. Entre os 18 e os 64 anos, a entrada custa 2.73 euros, enquanto os reformados, pensionistas e maiores de 65 anos irão despender apenas 1, 37 euros. Todo o cidadão deficiente terá acesso gratuito às piscinas. O preço do bilhete diário de ingresso nas piscinas para quem não possuir Cartão de Utente ou residir fora do concelho será de 3.52 euros. A Câmara Municipal considera que assume como custo social uma comparticipação variável em função da idade, destinada a fomentar a prática desportiva dos munícipes residentes no concelho de Évora. As piscinas Municipais de Évora vão estar a funcionar a partir do dia 01 de Junho e até 12 de setembro.
publicado por barak às 19:53
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Évora: Operários da Kemet Electronics voltam à greve

Os operários da fábrica de Évora da multinacional norte-americana Kemet Electronics vão cumprir uma greve parcial hoje e amanhã para exigir aumentos salariais e a atribuição de 22 dias úteis de férias.
Cerca de um mês depois da última greve, os trabalhadores da Kemet Electronics, que vão paralisar nas primeiras quatro horas de cada turno, marcaram concentrações junto ao Governo Civil de Évora, Câmara Municipal e Autoridade para as Condições do Trabalho.
"Esta nova greve foi marcada devido à intransigência da administração da Kemet, que insiste em manter a prepotência do quero, posso e mando", disse Paulo Ribeiro, dirigente do Sindicato das Indústrias Elétricas do Sul e Ilhas (SIESI).
O sindicalista adiantou que a paralisação tem ainda como objetivo protestar contra a decisão da administração da empresa de suprimir o pagamento do subsídio de turno e do trabalho noturno, o que significou uma "redução nos salários na ordem dos 30 por cento".
"Quando a empresa concentrou os trabalhadores todos num turno, essa remuneração deixou de ser paga e tiveram cortes salariais nos recibos de IRS entre quatro a seis mil euros em relação ao último ano", explicou.
Segundo Paulo Ribeiro, durante as negociações com a empresa, a proposta do sindicato "previa um aumento faseado do salário, mas a multinacional contrapropôs que só queria dar aumentos aos trabalhadores que escolhia por escrito".
Os operários da Kemet reivindicam também o cumprimento do direito legal a um mínimo de 22 dias úteis de férias, porque a empresa "desde há três anos que atribui apenas 16 dias úteis de férias", disse o dirigente sindical.
Por outro lado, acrescentou, os trabalhadores exigem que os apoios financeiros do Estado e da Câmara de Évora sejam suspensos até que a administração da empresa garanta a manutenção da fábrica em Portugal e se comprometa a respeitar a lei e os direitos dos trabalhadores.

publicado por barak às 19:51
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Quarta-feira, 28 de Abril de 2010

Entregue petição contra encerramento da Linha do Alentejo

Circulação entre Évora e Lisboa será suspensa em Maio por um ano. Utentes não aceitam  transportes alternativos

 

A comissão de utentes dos comboios Intercidades da Linha do Alentejo vai entregar esta tarde uma petição na Assembleia da República na qual apela à intervenção dos deputados para que não seja suspensa a circulação na linha entre Lisboa e Évora, anunciada para o próximo mês.

Depois de terem viajado no Intercidades com uma camisa preta onde estava escrita a mensagem "Próxima paragem: estragar a sua vida", como forma de protesto, os utentes avançaram para a petição na qual consideram que o autocarro "não é transporte alternativo" pois, para além dos horários diferentes, é susceptível de "sofrer atrasos, em função do trânsito".

"Quando comecei a ter noção dos horários e do serviço de comboio optei por sair de Lisboa para morar em Évora. Um ano depois, vejo-me obrigado a voltar atrás depois de ter arrastado a família", lamenta João Fialho, porta-voz da comissão de utentes, exemplificando com o seu caso pessoal o que classifica como sendo uma situação "comum" aos utilizadores diários, "cada vez em maior número", deste Intercidades.

"Estamos abertos a várias soluções, como a manutenção de apenas dois comboios por dia em vez dos actuais cinco. Ou à criação de um circuito de transportes alternativos até à estação de Bombel, próximo de Vendas Novas. Mas é injustificado este encerramento total", diz João Fialho.

Em declarações ao DN, fonte oficial da REFER confirma que a exploração ferroviária nos 32 quilómetros do troço entre Bombel e Évora será suspensa "durante um ano", a partir do início de Maio.

"A interrupção temporária da circulação no troço é necessária para garantir as condições requeridas pela correcta execução dos trabalhos de tratamento da plataforma, contemplados nas intervenções a concretizar", acrescenta a REFER, defendendo que qualquer alternativa, para além de reflexos na qualidade das obras, "obrigaria sempre a um longo período com frequentes interdições de vias penalizadoras da regularidade da operação ferroviária".

O custo previsto da empreitada é de 48,4 milhões de euros e inclui a electrificação da linha, tal como a rectificação de curvas, instalação de sinalização electrónica e desnivelamento de passagens, integrando este troço no eixo ferroviário Sines/Badajoz. Em Fevereiro de 2006, a circulação de comboios entre Casa Branca e Évora foi interrompida para a realização de trabalhos de modernização que permitiram obter ganhos em termos de velocidade (de 40 para 140 kms/h). A cidade ficou sem comboios. Em Novembro de 2007, depois de inaugurado o Intercidades, a ligação entre Lisboa e Évora foi reduzida para 01.41. Três anos e seis meses depois, é este mesmo comboio que irá ficar parado.

publicado por barak às 13:22
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Terça-feira, 27 de Abril de 2010

Magistrados contestam novo tribunal

Os juízes foram surpreendidos pelo anúncio da instalação de um Tribunal da Relação em Santarém e não compreendem esta decisão. "É uma invenção que não faz nenhum sentido", disse ao CM Rui Rangel, presidente da Associação de Juízes pela Cidadania, considerando mesmo que "isto é brincar aos tribunais".

Já António Martins, presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses, lembra que esta hipótese nunca foi discutida nem consta do novo mapa judiciário, alertando ainda para o facto de este investimento poder ser canalizado para outros tribunais que "funcionam em condições degradantes". Actualmente, os recursos de Santarém sobem à Relação de Évora, que, a par de Guimarães, é o tribunal de segunda instância com menor movimento processual. Além destes dois, existem ainda os de Lisboa, Porto e Coimbra, estando há muito prevista a instalação de um tribunal de segunda instância em Faro. Agora, José Sócrates prometeu outro tribunal em Santarém.

publicado por barak às 20:31
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Embraer: CE pronuncia-se em Junho sobre ajudas públicas

A Comissão Europeia indicou hoje, em Bruxelas, que espera concluir em Junho a investigação sobre a compatibilidade com as regras europeias de concorrência das ajudas do Governo ao investimento do fabricante de aviões Embraer em Évora.

"A Comissão [Europeia] espera terminar a investigação até Junho", disse à Agência Lusa o porta-voz comunitário responsável pela Política de Concorrência.

Representantes do Governo português e da Embraer estiveram reunidos esta manhã em Bruxelas na Direcção-geral da Concorrência da Comissão Europeia.

"Foi uma reunião construtiva e os serviços [comunitários] estão agora a avaliar a informação recebida", acrescentou a mesma fonte.

A empresa brasileira Embraer pretende instalar duas fábricas no parque industrial aeronáutico de Évora, uma delas de estruturas metálicas (asas) e outra para produzir materiais compósitos (caudas), sendo que as unidades serão dedicadas inicialmente ao suporte logístico de jactos executivos.

Segundo a edição de segunda-feira do Público, a empresa conta investir um total de 170 milhões de euros e incentivos públicos de cerca de 44%, que inclui fundos concedidos pelo QREN (Quadro de Referência Estratégica Nacional) e benefícios fiscais.

As regras europeias estipulam que as empresas não podem receber ajudas públicas que distorçam as condições normais de concorrência num determinado sector.

A Embraer é uma multinacional brasileira que ocupa a terceira posição mundial no ramo da indústria aeronáutica.

Diário Digital / Lusa

publicado por barak às 20:28
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Linha de mercadorias Évora-Caia em bitola ibérica é "erro histórico", diz ex-presidente da RAVE

O primeiro presidente da empresa responsável pelo projecto de alta velocidade ferroviária, Manuel Moura, afirmou hoje que a construção da linha de mercadorias Évora-Caia em bitola ibérica é um “erro histórico” que “vai custar muito dinheiro”.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

Manuel Moura, que hoje foi ouvido na comissão parlamentar de Obras Públicas, Transportes e Comunicações, defendeu que os 260 milhões de euros que serão investidos na construção da linha Évora-Caia em bitola (distância entre carris) ibérica deviam ser investidos numa linha de mercadorias Sines-Poceirão.

“Na minha opinião, o que se devia fazer era a ligação Sines-Poceirão em bitola standard”, defendeu, afirmando que a construção da linha Évora-Caia em bitola ibérica é um “erro histórico”.

“[A construção da linha Évora-Caia em bitola ibérica] É um erro histórico, gravíssimo e que vai custar muito dinheiro hoje e às gerações vindouras”, afirmou Manuel Moura, que foi nomeado presidente da RAVE - Rede Ferroviária de Alta Velocidade em 2001.

A bitola ibérica – existente em Portugal e Espanha - é mais larga do que a bitola usada na generalidade dos países da união europeia, a chamada bitola europeia.

Durante a audição, o primeiro presidente da RAVE criticou o facto da futura linha de alta velocidade Lisboa-Porto ser só para passageiros e opôs-se à possibilidade – actualmente em estudo – de a linha Porto-Vigo também poder vir a servir apenas passageiros.

Para Manuel Moura, estas duas linhas devem ser mistas (passageiros e mercadorias).

O primeiro presidente da RAVE defendeu a elaboração de um plano director para a ferrovia portuguesa.

“A ferrovia em Portugal precisa de um plano director, porque os investimentos são muito altos”, sustentou.

Em resposta ao deputado do PS João Paulo Correia, Manuel Moura defendeu que CP deve estar fora da exploração dos caminhos-de-ferro.

“A exploração dos caminhos-de-ferro deve ser concessionada a privados para que o risco possa ser suportado pelos privados”, defendeu.

Manuel Moura disse ainda que o Portugal Logístico (plano que inclui um conjunto de plataformas logísticas) dever ser objecto de um “grande reflexão”, uma vez que contém “uma série de erros”.

publicado por barak às 20:26
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